10.01.2019 | 12h00


CONTAS DE CAMPANHA

MP pede quebra do sigilo bancário e cassação de Janaina por caixa 2

A deputada do MDB foi a candidata à Assembleia mais votada com cerca de 51 mil votos. Ela nega todas as acusações.


DA REDAÇÃO

Numa nova representação feita pelo Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) afirma que a deputada Janaina Riva (MDB) cometeu falhas graves na captação de recursos para a campanha de 2018 e, por isso, pede a quebra de seu sigilo bancário por suspeitas de prática de "caixa 2".

O MP Eleitoral quer, ainda, que as movimentações financeiras de pessoas ligadas a parlamentar e seus principais fornecedores também sejam investigadas já que a maior parte do dinheiro usado na campanha tem origem do chamado Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).

O advogado Rodrigo Cyrineu, que faz a defesa da parlamentar, apresentou manifestação ao afirmar que para haver impedimento para cumprir o mandato são necessários fatos graves e não meras deduções.

A defesa argumenta que o julgamento das contas de campanha da deputada sequer foi finalizado e que a defesa para todos os pontos que constam da ação do MP,

Defesa diz que o procurador-regional eleitoral, Pedro Melo Pouchain Ribeiro, evidencia a ausência de provas quando cita fatos já informados no processo em tramitação

ainda está sob análise do Tribunal Regional Eleitoral.

Ao rebater as acusações, Cyrineu declara que o próprio procurador-regional eleitoral, Pedro Melo Pouchain Ribeiro, evidencia a ausência de provas quando cita fatos já informados no processo em tramitação no TRE.

“Além disso, uma ação com o mesmo objeto de análise de contas da deputada gera ainda mais custos ao Judiciário por fatos que já foram esclarecidos à justiça e apontam clara perseguição do MPE a quem cumpriu um mandato sempre pautado na correção”, destaca.

MP Eleitoral afirma que encontrou inconsistência na listagem de passageiros dos voos fretados pela deputada e então candidata à reeleição, outros que voaram ainda estavam lotados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e porque os dados das pessoas que trabalhavam para a campanha não batem com aquelas que recebiam refeição.

Outras supostas irregularidades são os nomes dos motoristas e das pessoas que realizaram o abastecimento de veículos durante a campanha. Além daqueles que receberam o material de campanha, que se quer, constavam como voluntários.

Janaina teve mais de 51 mil votos, sendo a deputada estadual mais votada pelos mato-grossenses em 2018.











(2) COMENTÁRIOS

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MARIA TAQUARA  12.01.19 13h40
Eu acho essa família uma vergonha no quesito honestidade, tantas histórias ruins da família RIVA no centro da política de MT

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Bonanza  10.01.19 20h04
Pai pilantra !!! Filho pilantra !

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