02.08.2017 | 15h44


"É MONSTRUOSA"

Delação de Silval vai gerar maior operação depois da Lava Jato, avalia ministro do STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, ainda não analisou, nem homologou as revelações de Silval, conforme publicação do jornal O Estadão.


DA REDAÇÃO

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, disse nesta quarta-feira (2) que a delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) para o Ministério Público Federal (MPF) é “monstruosa”.

Ele ainda não analisou, nem homologou as revelações de Silval, conforme publicação do jornal O Estadão. Segundo Fux, a delação do ex-governador pode resultar na maior operação realizada no país, depois da Operação Lava Jato.

“Essa é monstruosa, depois da Lava Jato é a maior operação. Silval trouxe material, mas não foi homologada ainda”, disse o ministro a jornalistas, ao chegar para a sessão plenária do STF desta quarta-feira.

Silval confessou os crimes praticados durante sua gestão, entre os anos 2010 e 2014, para a juíza da 7ª Vara Criminal, Selma Arruda, no último mês. Ele estava preso desde setembro de 2015, em decorrência da Operação Sodoma, mas obteve o benefício da prisão domiciliar no dia 13 de junho.

Entre os crimes praticados pelo ex-governador estão lavagem de dinheiro, cobrança de propina, desvios de recursos públicos. Silval foi apontado como o chefe da organização criminosa, que reuniu assessores e ex-secretários de Estado.

O ex-governador confessou ter autorizado o esquema que culminou no pagamento de R$ 31,7 milhões para a desapropriação de um terreno no bairro Jardim Liberdade, em Cuiabá. Metade do valor (R$ 15,8 milhões) teria retornado como propina ao grupo criminoso liderado por ele.

Em outra fase da operação, o grupo teria cobrado propina de empresários para a manutenção de contratos com o Governo do Estado. O delator do esquema, o empresário João Batista Rosa, apontou que incentivos fiscais eram concedidos de forma irregular sob ameaça do corte do benefício, caso a propina não fosse paga.

Silval também responde a processo da Operação Ararath, da Polícia Federal, na investigação da compra de vaga do Tribunal de Contas do Estado, que beneficiou o conselheiro afastado Sérgio Ricardo.

Também em âmbito federal, o ex-governador foi citado pelos delatores da Lava Jato, os donos da JBS, Joesley e Wesley Batista, que apontaram terem pago propina a Silval para que incentivos fiscais fossem concedidos à empresa. Ele teria recebido R$ 30 milhões em propina.

A defesa do ex-governador informou que não iria comentar o assunto.











COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

INFORME PUBLICITÁRIO

TV REPÓRTER