06.11.2018 | 18h30


PRESSÃO PELA RGA

Mauro prevê piora na crise financeira com greve de servidores

Para o governador eleito Mauro Mendes, os servidores precisam ter responsabilidade para não agravar ainda mais as finanças do Estado.



O governador eleito Mauro Mendes (DEM) afirmou, na tarde desta terça-feira (6), que a possibilidade dos servidores públicos deflagrarem greve na próxima semana pode agravar ainda mais a situação econômica de Mato Grosso.

A declaração do novo governador é referente a ameaça de paralisação feita pela categoria após Assembleia Geral do Fórum Sindical, na tarde de segunda-feira (5), para pressionar o governador Pedro Taques (PSDB) a pagar parcela 2,19% da Revisão Geral Anual referente ao mês de outubro.

“Se tiver greve, piora ainda mais a situação do Estado porque compromete mais ainda as finanças de Mato Grosso e isso agrava aquilo que já é crítico. A situação do Estado é absolutamente crítica. (...) Mato Grosso está numa situação muito difícil e a cada dia que conhecemos mais os números do Estado, observamos uma gravíssima crise financeira. Falta dinheiro para tudo”, explicou.

Mauro citou como o exemplo o atraso nos pagamentos de fornecedores e os repasses da Saúde.

“O Estado continua sem pagar a saúde no interior, sem pagar fornecedores, atrasa os salários, então é preciso ter muita responsabilidade. Todos sabem que precisamos economizar, estou fazendo a minha parte e espero que os servidores tenham responsabilidade com o Estado para não comprometer [a receita]”, argumentou.

No final de setembro, o TCE, em decisão monocrática, suspendeu o pagamento da terceira parcela do RGA aos servidores do Estado para que o Governo não estoure o limite prudencial de gastos com folha de pagamento, que é de 46,55% do total do orçamento.

Porém, o Fórum Sindical destaca que o Governo tem o dinheiro em caixa, e que o pagamento já havia sido garantido pelo secretário-chefe da Casa Civil, Ciro Rodolpho.

“A arma que nós temos é a paralisação. Mas eu ainda confio que esse governo vai pagar a RGA. O sindicato não vai se calar com esse possível calote. Temos oito dias para ver como vai ficar. Se no dia 12 não pagar, no dia 13 o Fórum Sindical se reúne e vai partir para o remédio certo que o governo está querendo”, disse um dos representantes da categoria, Edmundo César Leite (veja aqui).











(1) COMENTÁRIOS

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alexandre  06.11.18 21h48
O governo precisa ter responsabilidade em cumprir os acordos, ninguem gosta de fazer greve, é prejudicial, a todos...

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O Governo de Mauro Mendes vai ser melhor ou pior que o de Pedro Taques?

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