15.04.2019 | 20h10


TREM FANTASMA

Governo não tem dinheiro para concluir VLT e pode implantar modal mais barato

O governador declarou que para manter passagem do Veículo Leve sobre Trilhos a R$ 3,85, Estado teria que subsidiar R$ 80 milhões por ano.


DA REDAÇÃO

O governador Mauro Mendes (DEM) voltou a falar, nesta segunda-feira (15), sobre as polêmicas envolvendo as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que estão paradas desde dezembro de 2014.

Em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real, afiliada à Rede Record, o democrata admitiu que estuda a possibilidade de trocar o VLT por outro modal que seja mais barato, à exemplo do BRT (Bus Rapid Transit). Até o momento, a obra já consumiu pouco mais de R$ 1,1 bilhão em recursos públicos sem o trem andar um metro.

“Hoje existem três ações nas Justiças promovidas pelos Ministérios Públicos Federal, Estadual e pelo próprio Governo contra o Consórcio VLT. Queremos entender tudo isso. Já estamos fazendo reunião e iremos apresentar uma solução para o problema. Uma das alternativas que está sendo estudada neste momento é converter para outro modal que possa ser mais barato não só na implantação quanto na operação”, revelou Mauro.

O governador lembrou que durante a campanha eleitoral pediu um ano de prazo para dar uma solução para o caso. Mesmo antes de vencer esse prazo, Mauro já avalia que a implantação do modal sobre trilhos é inviável porque o Estado precisaria colocar milhões de reais por ano para subsidiar o transporte.

“Para você manter a tarifa atual no VLT o estado teria que bancar, além do cidadão R$ 3,85, cerca de R$ 80 milhões por ano como subsídio. Lá no Rio de Janeiro, que colocou o VLT, está correndo o risco de fechar porque a prefeitura não está aguentando o subsídio e está faltando passageiros, imagina aqui em Cuiabá”, disse.

“O Governo do Estado não tem dinheiro para pagar os fornecedores de remédios, fazer manutenção nas escolas, uma série de outras coisas importantes, como eu vou dizer que tem dinheiro para inventar uma despesa nova”, acrescentou.

Leia mais:

Mauro Mendes promete solução para o VLT em 1 ano de mandato

 











(1) COMENTÁRIOS

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Felix Alvarenga  16.04.19 15h55
Exmo. Governador, Assim como quando era prefeito de Cuiabá, bem como na campanha para governador do Estado, V.Exa. é demasiadamente evasivo em suas respostas. Talvez, quem sabe, tal comportamento se dê em razão de ser um gestor eminentemente com visão empresarial e não ter o “cacoete” que todo bom político deve ter. Quanto a mudança do modal, seria muito bom para V.Exa. não ceder as pressões dos empresários dos ramos de combustível e venda de pneus, pois como se sabe, é grande o lobby deste segmento, desde a época que, Pedro Malvadesa Taques, era senador da república, para que o modal fosse BRT ao invés de VLT. No que se refere ao exemplo dado do Rio de Janeiro, quanto ao prejuízo, para que não sejamos idênticos a eles, basta não sermos iguais e cometermos os mesmos erros deles. Vejamos, lá, para quem conhece, são duas linhas do VLT, sendo uma delas com início no aeroporto Santos Dumont e término na Praia Formosa. Nas duas linhas, cometeram a “barbeiragem” de não fazerem terminais de integração com ônibus e metrô. Consequentemente, lá, quem anda de VLT não integra com ônibus e metrô, deste modo, o VLT torna-se realmente inviável. Que aqui, em Cuiabá/VG, não cometam este mesmo deslize. Mas o mais importante de tudo isso, é ouvir a voz de quem realmente precisa e usará o modal, seja ele VLT, BRT, PQP. Com a palavra a voz rouca do POVO. Não do polvo, porque este, tem muitos braços o que nos leva a crer que possui muitas mãos. E muitas mãos para alguns políticos é sinônimo de...

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