16.05.2019 | 14h20


ESTADO EM CRISE

Mauro: ‘Arrecadação mal dá para pagar as contas de hoje’

Declaração do governador é referente às pressões de prefeitos e do setor produtivo a repassar as emendas parlamentares e a cobrar menos impostos.


DA REDAÇÃO

O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que a arrecadação do Estado mal dá para pagar as contas da atual gestão, o que dirá fazer novos gastos para o futuro.

“O que estamos arrecadando hoje mal dá para pagar as contas do presente, o que dirá as contas do passado e muito menos as contas novas que possam ser criadas. Compreendo bem essa realidade e vamos ter que trabalhar mais, cortar gastos desnecessários e fazer mais com menos”, declarou.

A fala é diante da pressão dos prefeitos e de produtores do agronegócio, que cobram liberação de emendas parlamentares e isenção do pagamento de impostos, bem como a destinação do Fethab para a reforma, manutenção e pavimentação das rodovias por onde escoam a produção agrícola de Mato Grosso.

“Recebi ontem [quarta-feira] todos os produtores. Foi uma conversa amistosa, longa... Eu acho que o cidadão tem o direito de cobrar eficiência do Estado, mas também tem o dever de contribuir com a arrecadação”, destacou o governador em conversa com imprensa nesta quinta-feira (16), ao se referir diretamente ao setor do agronegócio.

“Estou indo e voltando de Brasília em avião de carreira, quando outros governadores andavam de jatinho”.

Mauro ressaltou também que Governo mostrou a dura realidade das contas pública para os produtores e que também está fazendo a lição de casa: não só cobrando mais impostos, mas também enxugando a máquina. “Estou indo e voltando de Brasília em avião de carreira, quando outros governadores andavam de jatinho”.

Também citou redução de gastos m relação à gestão passada do governador Pedro Taques (PSDB ).

“No primeiro quadrimestre do ano passado foi gasto R$ 1,4 milhão na Casa Militar e esse ano nós gastamos R$ 130 mil. É um exemplo de eficiência, economia e redução de custos. Mas acima de tudo é um exemplo de quem fala aquilo que deve ser feito e estamos praticando aquilo que precisa ser feito para tirar mato Grosso dessa dura realidade”, argumentou o democrata.

Assim com em declarações anteriores, o governador voltou a ressaltar que o estado brasileiro não produz riqueza.

"O que estamos arrecadando hoje mal dá para pagar as contas do presente, o que dirá as contas do passado e muito menos as contas novas que possam ser criadas".

“Vou repetir isso muitos vezes para ver se as pessoas entendem isso. Existe o dinheiro do cidadão, das empresas que o Estado pega para fazer gestão. Se hoje não tem dinheiro e quer arrumar uma despesa nova, vai ter que pegar mais dinheiro do bolso do cidadão e das empresas”, enfatizou.

Emendas para o município

Sobre a constante cobrança dos prefeitos e deputados estaduais em relação aos envios das emendas, o governador reiterou que não há dinheiro, mas que existem situações emergenciais, envolvendo municípios, cujo repasse pode ser flexibilizado.

A questão de urgência, inclusive, é defendida pela presidente em exercício da Assembleia Legislativa, Janaina Riva (DEM), que entende que os valores das emendas acordados entre o Governo e os deputados devem ser repassados às prefeituras.

Mauro disse que também concorda com essa premissa, que é preciso cumprir com essas emendas de necessidades mais urgentes.

"Se hoje não tem dinheiro e quer arrumar uma despesa nova, vai ter que pegar mais dinheiro do bolso do cidadão e das empresas”, enfatizou.

Mas o problema, segundo o governador, é de onde vai tirar o dinheiro para isso, já que a arrecadação do Estado vai mal. “Orçamento é um número que você manda para Assembleia e ela aprova aquilo. Depois você tem arrecadar esse dinheiro para executar esse orçamento”, ponderou o gestor.

Plano de empréstimo

Mauro também disse que vai aguardar o Governo Federal enviar ao Congresso Nacional o projeto que prevê a facilitação de empréstimos bancários aos estados considerado “bons pagadores” pela União. O projeto prevê R$ 40 bilhões em recursos.

Segundo o governador, desde fevereiro que o Governo fala que vai encaminhar o projeto, mas que até o momento não há nada de concreto. De qualquer forma destacou que pretende analisar a medida para ver como Mato Grosso poderá aderir ao plano.

“Parece que o Governo vai apresentar hoje (nesta quinta) o projeto, que é um plano de recuperação e auxilio fiscal aos estados. Eu já ouvi muitos rumores, mas não vi efetivamente qual a proposta desse projeto. Vamos esperar para ver como Mato Grosso se encaixa nisso”, pontuou.

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(1) COMENTÁRIOS

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ana  16.05.19 14h33
tira os cabides do armario e exonera. comece pela casa civil

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