11.02.2019 | 20h37


COMBATE AO TRÁFICO DE DROGAS

Legislação brasileira é doce com a criminalidade, critica Selma

A senadora também falou sobre os problemas enfrentados para garantir a segurança na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia.



A senadora Selma Arruda (PSL) afirmou, nesta segunda-feira (11), que a legislação brasileira “é tão doce com a criminalidade, que é quase como se estivéssemos, ao legislar, deixando a porta aberta para o ladrão entrar”.

A declaração foi dada durante discurso na abertura do Curso de Lavagem de Dinheiro na Luta Contra o Tráfico de Drogas, realizado por iniciativa da inteligência da Polícia Judiciária Civil (PJC-MT) e ministrado pelo setor de inteligência da polícia francesa.

Para a senadora, o combater a criminalidade não se trata apenas de fechar o cerco apenas contra a lavagem de dinheiro, com o foco específico no tráfico de drogas, pois as forças policiais e do judiciário que trabalham nessa área, “sabem muito bem que a promiscuidade entre os tipos de crimes praticados é muito grande e que, um determinado traficante pode estar envolvido em crime contra a administração pública, crime de corrupção, tráfico de pessoas, entre outros. É um sistema muito mais complexo do que se imagina”.

Selma desejou ainda que o curso possa servir de base para propositura de implementação em novas leis, em nível de Congresso Nacional.

O secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, Alexandre Bustamante, que é policial federal de polícia, enalteceu o know-how do Governo Francês e aposta que o curso trará conhecimentos que vão enriquecer a inteligência da polícia mato-grossense e também servir de base para que a senadora use resultado como base para proposição de novas leis.

Exército

Na 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, ainda nesta segunda-feira, a senadora assistiu a outra abordagem sobre o tráfico de drogas e que tem a fronteira Mato Grosso/Bolívia como porta de entrada, não só para o consumo e comércio no Estado, como também para exportação para outros países, inclusive.

Selma estendeu ao Exército o convite para que também opine no novo pacote de leis, propostas na semana passada, pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro e que será debatido, a partir de agora, pelo Congresso Nacional.  O mesmo convite Selma Arruda já havia feito aos delegados da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC).

O general Fernando Dias Herzer, comandante da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, acrescentando que o mais emergente na fronteira Mato Grosso/Bolívia é o constante investimento em tecnologia e que não adianta apenas colocar a presença física dos soldados numa fronteira seca de 750 quilômetros.

“O diálogo é importante e ninguém faz nada sozinho. Cada um tem seu papel na sociedade e todos trabalhando em conjunto o resultado será muito maior”, disse.

Sobre o pedido do general para que use a tecnologia para fortalecer a segurança na fronteira, a juíza reforçou que a “fronteira é um ponto fraco do Estado brasileiro, no que diz respeito à criminalidade organizada transnacional e temos que ter um olhar mais sério, voltado para essa questão. E quanto à lavagem de dinheiro, o lucro das organizações criminosas é considerado o ponto mais fraco e, por isso, o que precisamos é de mecanismos eficientes para empobrecer essas organizações e isso, por si só, é o suficiente para enfraquecê-las, sem precisar do embate físico direto”.











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