14.11.2017 | 12h20


CASA DOS FAVORES

Justino trava CPI contra Emanuel; Comissão entra na Justiça

O presidente da Câmara, Justino Malheiros (PV), que indicar o relator para a CPI do Paletó, que investigará Emanuel por receber propina


DA REDAÇÃO

Apesar da expectativa de que a formação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB), a chamada CPI do Paletó fosse definida na sessão ordinária desta terça-feira (14), o presidente da Câmara, Justino Malheiros (PV) adiou a decisão para a quinta-feira (16), durante reunião com líderes partidários, que deverão definir o relator e membro do grupo. Justino é fiel escudeiro de Emanuel e, no começo da gestão trocou momeações de apaniguados na Câmara e na Prefeitura. 

"Eu não quero fazer juízo de valor, mas o que queremos evitar é que a CPI do Paletó se transforme numa CPI chapa branca”, disse o vereador Dilemário.

A medida foi anunciada após o requerimento de abertura da CPI ser lido em plenário. 

O argumento do presidente é de que o prazo para a instalação da comissão passa a correr 48 horas após a leitura.

Até o momento, a única definição é que a presidência da comissão ficará com o vereador Marcelo Bussiki (PSB), autor do pedido.

A oposição, por outro lado, afirmou que o adiamento da discussão trata-se de uma “manobra” dos parlamentares da base aliada ao prefeito para tentar garantir a relatoria da comissão, e ameaçam levar o caso à Justiça.

Os vereadores de oposição defendem que a composição da CPI seja definida apenas com as nove assinaturas no momento em que o requerimento foi protocolado na Casa, no dia 7 de novembro. O problema é que nove parlamentares da situação assinaram o pedido de abertura após o protocolo.

Justino entende que como o documento deveria ser lido em plenário, a comissão poderá ser composta por qualquer um dos 18 vereadores que assinaram o requerimento. Diante disso, a oposição pediu que o presidente do Legislativo municipal defina a questão por escrito.

“Se o presidente responder diferente do que entendemos, podemos levar o caso ao Judiciário. O que causa estranheza é: porque eles assinaram só depois do protocolo? O pedido da CPI tramitou por mais de 60 dias. Eu não quero fazer juízo de valor, mas o que queremos evitar é que a CPI do Paletó se transforme numa CPI chapa branca”, disse o vereador Dilemário Alencar (Pros).

O presidente argumentou que o entendimento da leitura em plenário foi proposto pela Procuradoria-Geral da Casa, que pontuou que a intenção é garantir a publicidade do ato de investigação e também a participação de outros vereadores.

Assinaram a CPI os vereadores de oposição Marcelo Bussiki (PSB), Felipe Wellaton (PV), Gilberto Figueiredo (PSB), Elizeu Nascimento (PSDC), Abílio Junio (PSC), Dilemário Alencar (Pros), Joelson Amaral (PSC), Toninho de Souza (PSD) e Diego Guimarães (PP). E os de situação Luís Cláudio (PP), Adevair Cabral (PSDB), Chico 2000 (PR), Paulo Araújo (PP), Marcrean dos Santos (PRTB), Misael Galvão ( PSB), Juca do Guaraná Filho (Avante), Orivaldo da Farmácia (PRP) e Ricardo Saad (PSDB).

A CPI

A comissão quer investigar a participação de Emanuel no esquema delatado pelo ex-governador Silval Barbosa de pagamento de propina a deputados estaduais para apoiar a gestão do peemedebista.

O prefeito foi flagrado em vídeo enchendo os bolsos do paletó com R$ 20 mil em espécie, à época em que era deputado. Silval afirmou que cada parlamentar chegou a receber R$ 300 mil.











(1) COMENTÁRIOS

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Iron   14.11.17 15h09
Casa dos favores não pega bem. O correto mesmo é dos HORRORES, pois onde se tem seres como estes não tem como ter outra denominação.

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