12.02.2019 | 08h53


IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

Justiça manda afastar secretário adjunto de Finanças por fraude em licitação

De acordo com o MP, Márcio Bogo, servidores, além do ex-vice-prefeito, estão envolvidos em diversas irregularidades relacionadas à Prefeitura de Aripuanã



A Justiça acatou pedido liminar do Ministério Público Estadual (MPE) e determinou o afastamento do secretário adjunto de Finanças do município de Aripuanã, Márcio Bogo. Além dele, também foram afastadas do cargo a diretora do departamento de Compras da referida secretaria, Flávia Graziele Oliani Menezes; e a supervisora de compras, Tamara Piran da Silva.

O afastamento cautelar foi determinado em ação civil pública por ato de improbidade administrativa proposta pela Promotoria de Justiça do município. O MP quer evitar que os três servidores prejudiquem a instrução processual, já que parte das provas contra os gestores pode estar armazenada na própria secretaria ou prefeitura municipal.

Além dos três servidores, também constam no polo passivo da ação o ex-secretário de Agricultura de Aripuanã, Cilmo Ferreira dos Santos, o ex-vice-prefeito, Adir Vieira Ferreira; o agricultor, Vanderlei da Silva Oliveira; e as empresas Posto Irmãos Krupinsk LTDA, Mecânica Big Car Erelli, Coradini Martins e Cia LTDA, FR Bortoloto Eireli, Adão Ivoir Gomes, M. Antonio de Oliveira Comércio, N. Destefani e Tatiana Siqueira Santiago.

De acordo com o Ministério Público, o grupo está envolvido em diversas irregularidades relacionadas a contratações efetuadas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural. A lista de fraudes incluiu a efetivação de contratos sem licitação para aquisição de óleo diesel e de peças mecânicas.

Também pesam contra o ex-secretário de Agricultura, Cilmo Ferreira dos Santos, indícios de apropriação indevida de bem público (2.400 mudas de café do programa “Pró-Café”, tijolos, óleo diesel) e a falta de transparência na destinação de doações particulares angariadas para o lançamento dos eventos “Café Forte” e “Dia do Campo”.

A ação civil pública foi proposta pelo promotor de Justiça Carlos Frederico Regis de Campos, no dia 25 de janeiro deste ano. E a decisão liminar foi proferida pelo juiz Ricardo Frazon Menegucci, na quarta-feira (06).











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