18.11.2018 | 08h00


ESCUTAS CLANDESTINAS

Juiz marca data para julgar militares envolvidos no esquema dos grampos

Serão julgados os coronéis Zaqueu Barbosa, Januário Batista, Evandro Lesco, Ronelson Barros e cabo Gerson. Eles são investigados por participar de um esquema que interceptava ilegalmente personalidades do Estado.


DA REDAÇÃO

O juiz Marcos Faleiros da Silva, da 11ª Vara Especializada de Justiça Militar, agendou para os dias 20, 21 e 22 de março do próximo ano o julgamento do famoso esquema dos grampos telefônicos ilegais, conhecido como "Grampolândia Pantaneira".

A decisão ocorreu na terça-feira (6), após análise da prisão preventiva, decretada contra o cabo da Polícia Militar Gerson Corrêa por descumprimento de medidas cautelares.

Devem ser julgados os réus: ex-comandante da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa; o ex-adjunto da Casa Militar, coronel Januário Batista; os coronéis Evandro Lesco e Ronelson Barros; e ainda o réu confesso do caso cabo Gerson.

As audiências tem previsão para iniciar às 8h30 no Fórum de Cuiabá nas datas marcadas.

Eles são acusados de participar de um esquema, que interceptava ligações telefônicas de políticos, empresários e jornalistas através de uma modalidade conhecida como “barriga de aluguel”.

Grampos telefônicos

O caso dos grampos veio à tona em 2016, após denúncia do ex-secretário de Segurança e promotor de Justiça Mauro Zaque de que policiais militares e integrantes da cúpula do Governo do Estado “bisbilhotavam” políticos, empresários, juízes e jornalistas. Para conseguir autorização judicial, os números eram anexados a uma lista para interceptação de pessoas investigadas por tráfico de drogas na Comarca de Cáceres. Um esquema também conhecido como “barriga de aluguel”.

Desmembramento

Na semana passada, o ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), atendeu ao pedido do Ministério Público Federal (MPF) e determinou o desmembramento do inquérito que investiga possível envolvimento do governador Pedro Taques (PSDB) no caso das interceptações telefônicas ilegais. 

Com a decisão, apenas o governador continua sendo investigado pela Corte Superior devido à prerrogativa de foro privilegiado, outros investigados, como o ex-secretário chefe da Casa Civil Paulo Taques, são investigados pela Justiça de Mato Grosso.

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