09.01.2019 | 16h00


CABIDE DE EMPREGOS

Governo vai fechar seis empresas públicas para economizar até R$ 180 milhões

De acordo com o líder do Governo, Dilmar Dal Bosco, parte dos servidores serão realocados e outros exonerados.


MARCIO CAMILO

Com o objetivo de ‘frear’ os gastos públicos, o governador Mauro Mendes (DEM) irá encaminhar pedido de autorização à Assembleia Legislativa (ALMT) para encerrar as atividades de seis empresas públicas do Estado.

O chefe do Executivo disse que num Estado que sofre com falta de remédios não é possível investir em empresas como a Companhia Mato-grossense de Mineração (METAMAT), que atua na área de pesquisa e fomento do setor mineral.

Além da Metamat, Mauro garantiu que passará o ‘facão’ na Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso S/A (Desenvolve MT), que atua com política de investimento e objetiva estimular a criação de empregos e renda.

O atual líder do Governo na Assembleia, deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), já afirmou que o governador também vai fechar outras quatro empresas: MTI [Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação], Empaer [Empresa Mato-grossense Pesquisa, Assistência e Extensão Rural] Agem/VCR [Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá] e a Central de Abastecimento de MT (Ceasa).

De acordo com Dal Bosco esses locais públicos se tornaram “verdadeiros cabide de empregos no Estado” e suas extinções devem gerar uma economia de R$ 150 a 180 milhões.

O parlamentar garantiu que se as extinções das empresas forem aprovadas na Assembleia, os servidores efetivos serão realocados para outras secretarias do Governo e comissionados demitidos.

Reformas estruturantes

O projeto de extinção das empresas está prevista dentro da Reforma Administrativa da gestão Mauro Mendes.

Além da reforma, há outros três projetos – que pretendem melhorar a saúde financeira do Estado – que serão apresentados pelo governador nesta quinta-feira (10) aos deputados na Assembleia. Trata-se da Lei de Responsabilidade Fiscal, unificação do Fethab Commodities e a Proposta da Revisão Geral Anual dos servidores do Executivo para 2019.

Para valer, os projetos precisam ser aprovados pelos parlamentares. Como líder do governo, Dal Bosco disse que fará uma mobilização.

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Ruim: Não faz reformas de verdade e culpa o servidor

Péssimo: Vai conseguir ser pior que Silval e Taques

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