10.01.2017 | 08h45


CRISE NO SISTEMA PRISIONAL

Governo reforça sistema de segurança para evitar ataques em presídios

Secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas garante que não há qualquer registro sobre planejamento de ações de facções criminosas



O Governo de Mato Grosso anunciou que a Secretaria de Segurança Pública está fortalecendo a rede de inteligência policial para evitar situações como a que ocorreu recentemente em Manaus (AM), quando facções criminosas brigaram entre si e promoveram um massacre em uma penitenciária. O saldo foi de mais de 60 presos executados.

O Estado também negou que o clima seja tenso nas unidades prisionais de Mato Grosso, em especial na Penitenciária Central, em Cuiabá.

Na semana passada, o presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário de Mato Grosso (Sindspen), João Batista dos Santos, disse ao que os profissionais da Segurança Pública de Mato Grosso já teriam identificado os primeiros sinais de um novo ataque, que seria ordenado por presidiários.

Segundo o líder sindical, o ataque seria "pior do que ocorreu em junho do ano passado", quando uma série de ações criminosas foi executada, como incêndio de ônibus, viaturas e veículos particulares.

O secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, afrmou que tanto no âmbito da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) quanto da Polícia Federal, "não há qualquer registro de interceptações telefônicas de detentos planejando ataques a unidades prisionais".

Taques e o secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas, se reuniram, na segunda-feira (9), no Palácio Paiaguás, com o superintendente da PF em Mato Grosso, Áderson Vieira Leite, para avaliar o assunto.

“Foram feitas consultas na Diretoria de Inteligência Policial da Polícia Federal, em Brasília, e junto à Superintendência em Mato Grosso do Sul, e não foi reportada a existência dessa notícia”, disse o superintendente da PF, que estava acompanhado do delegado federal Sérgio Sadao Mori, responsável pela Divisão de Investigação e Combate ao Crime Organizado.

O secretário Rogers Jarbas disse que procurou os responsáveis pelas outras forças de Segurança Pública. “Eu entrei em contato com o delegado Áderson Leite e com o secretário de Segurança Pública do Mato Grosso do Sul, José Barbosa, e eles foram enfáticos em afirmar que não havia qualquer tipo de informação nesse sentido”.

Atenção máxima

Mesmo sem registros de ameaças no Estado, segundo Rogers Jarbas, a Segurança Pública de Mato Grosso está trabalhando em atenção máxima, diante dos ataques ocorridos em unidades prisionais do Amazonas e de Roraima.

Para o chefe da Casa Civil, Paulo Taques, "é importante que o cidadão saiba que o Estado está empenhado em garantir a segurança, dentro e fora dos presídios". “Estamos trabalhando diuturnamente com seriedade e responsabilidade”, afirmou.

Segundo ele, O Governo do Estado está atuando em parceria com a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e com órgãos de inteligência de outros Estados.

“Não não estamos apenas preocupados em evitar rebeliões e impedir o derramamento de sangue nas unidades prisionais, mas também estamos direcionando muita energia a quem está do lado de fora: a cada trabalhador, a cada pai e mãe de família, que tem cuidar da sua casa e dos seus filhos”, disse o secretário de Segurança Pública.

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(1) COMENTÁRIOS

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Noel  10.01.17 09h36
Esse Secretario e muito incompetente. Nossa a secretaria ta um caos na mao dele. Esse Governador e sua tropa de incompetentes ta dificil. A SES a SEDUC e a Secret de Seguranca foram blindadas com essas incompetencias.

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