15.05.2019 | 11h20


ESTADO EM CRISE

Governo pode contingenciar recursos da Unemat em corte de gastos

Mauro Mendes ressaltou que essa não é uma medida definida, mas também não é descartada já que está cortando recursos de várias áreas para manter o equilíbrio fiscal do Estado


DA REDAÇÃO

O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que não descarta fazer contingenciamento no orçamento do Estado aos mesmos moldes do Governo Federal. Nisso, a área de Educação pode ser afetada com bloqueio de verbas para Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat).

No entanto, Mauro ponderou que a Unemat não seria prioridade no momento, do ponto de vista de ajuste fiscal.

"Não descarto corte em lugar nenhum. Não posso falar especificamente da Unemat, mas o meu foco é cortar despesas para que possamos manter o equilíbrio fiscal", ressaltou o governador em conversa com a imprensa, durante a inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, na manhã de terça-feira (14).

Disse que a economia nacional passa por um momento instável, que pode afetar diretamente os estados. Nessa lógica - segundo o governador, os demais entes da federação também precisam colaborar com contingenciamento de gastos e principalmente o enxugamento da máquina pública.

"Não descarto corte em lugar nenhum. Não posso falar especificamente da Unemat, mas o meu foco é cortar despesas para que possamos manter o equilíbrio fiscal", ressaltou o governador.

"Estamos [Governo do Estado] tomando várias medidas de maneira silenciosa, pois eu não sou uma pessoa que gosta de ficar tomando medidas espetaculosas. Os corte de gastos, por exemplo, tem que ser no dia-a-dia e isso já é perceptível, pois a saúde financeira do Estado já apresentou melhoras, tendo em vista que nós temos um déficit nas contas de R$ 3,5 bilhões de restos a pagar", destacou.

A Unemat possui orçamento de aproximadamente R$ 300 milhões por ano. Cerca de 80% desse valor é para pagar quitar a folha salarial dos servidores.

O Ministério da Educação (MEC) bloqueou 30% dos orçamento das universidades públicas federais e institutos de ensino federal em todo país, gerando um contingenciamento de R$ 5,8 bilhões. A medida foi publicada pelo Governo Federal por meio de um decreto, no último dia 31 de abril.

Na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a reitora da Myrian Serra informou que se o MEC mantiver o corte, a instituição pode parar as atividades no campus de Cuiabá partir do segundo semestre deste ano, por falta de recursos.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub tem reiterado na imprensa que não haverá corte no orçamento das universidades e instituições de ensino federais, mas sim um contingenciamento.

Segundo Abraham, o Governo fez a opção pelo contingenciamento para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e disse apostar na retomada da economia.

O ministro ressaltou ainda que há grande possibilidade desses valores serem liberados novamente, em caso de aprovação da Reforma da Previdência.

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