09.01.2018 | 07h00


VEJA GRÁFICOS

Governo gastou R$ 2,1 bilhões com salários de servidores temporários em 5 anos

De acordo com o aplicativo da Controladoria-Geral do Estado (CGE), o “Mira Cidadão”, o Governo do Estado desembolsou somente em 2017, R$ 598,9 milhões.


DA REDAÇÃO

O Governo do Estado desembolsou, nos últimos cinco anos, cerca de R$ 2,1 bilhões somente para pagar os servidores temporários.

De acordo com o aplicativo da Controladoria-Geral do Estado (CGE), o “Mira Cidadão”, o Governo desembolsou em 2017, R$ 598,9 milhões, contra R$ 289 milhões gastos em 2013, na gestão do ex-governador Silval Barbosa. Ou seja, R$ 309,9 milhões a mais. Em 2014, Silval gastou R$ 336,5 milhões com os temporários.

Porém, no Governo Pedro Taques (PSDB) foi quando mais se contratou esse tipo de serviço. Em 2015, o valor subiu para R$ 400,3 milhões e em 2016, para R$ 503,2 milhões.

Folha salarial

No último dia 6, o mostrou que a folha de pagamento dos quase 100 mil servidores ativos e inativos do Estado alcançou o patamar histórico de aproximadamente R$ 6,537 bilhões, em 2017.

Deste valor, somente com os inativos, o Governo do Estado 'desembolsou' R$ 2,190 bilhões; em 2016, R$ 2,079 bilhões; em 2015, R$ 1,679 bilhão; enquanto em 2014, na gestão Silval, outros R$ 1,419 bilhão e, em 2013, aproximadamente, R$ 1,180 bilhão.

Alerta 

Em outubro, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) emitiu alerta ao governador Pedro Taques por extrapolar o limite prudencial com gastos de pessoal no segundo quadrimestre de 2017.

A medida foi baseada nos Relatórios Resumidos de Execução Orçamentária (RREO) e dos Relatórios de Gestão Fiscal (RGF), relativos ao período, demonstram que o Estado de Mato Grosso comprometeu 58,91% da receita corrente líquida com despesa de pessoal, extrapolando o limite prudencial de 57%, como dispõe a Lei de Responsabilidade Fiscal. O mesmo ocorreu com o Poder Executivo, que comprometeu 47,39% da receita com pessoal, ultrapassando o limite prudencial de 46,55%. 

O comunicado foi emitido pelo conselheiro interino João Batista Camargo, relator das contas do Governo do Estado (veja aqui).

Veja o gráfico:

RepórterMT/Reprodução

Gráfico Mira Cidadão.jpg 

 

 











(3) COMENTÁRIOS

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Nota de repúdio   09.01.18 14h10
Infelizmente esse tipo de conduta de gasto tem manchado o servidor público concursado, infelizmente essa farra com dinheiro público e uma vergonha. Vamos aclamar os MP para acabar com esta farra. Veja alguns exemplos: A farra de cargos de dga, principalmente o cargo de secretário adjunto, que até agora não faz sentido existência dele. Números de secretária existente outra farra. Existe a farra de empresas terceirizadas principalmente na área de tecnologia da informação. Pois existe a MTI antigo Cepromat que não serve para nada .

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Armindo de Figueiredo Filho Figueiredo  09.01.18 08h21
E DAÍ????Se estão achando muito!!! DE QUEM É A CULPA?????? Já disse ....Reflexo de "MÁ GESTÃO", ETA GOVERNO DESASTROSO!!!. Tudo isso, para mostrar "DIFICULDADES EM CAIXA", e não pagar os salários dos servidores em dia.... Depois que receberam o "FEX", torraram todo o rio de dinheiro... e agora vem propalando "DIFICULDADES" . Só está faltando dizer que estão "CATANDO MILHO" novamente, para honrar a Folha Salarial .. Isso é de uma total "INOPERÂNCIA". ETA GOVERNO!!!!!!

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Cleber  09.01.18 13h40
É falta de Planejamento Estratégico, Tático e Operacional.

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