20.05.2019 | 07h00


SELMA CASSADA

Fávaro: 'Não tenho dúvidas de que a decisão por unanimidade no TRE vai ajudar na condenação no TSE'

O ex-candidato ao Senado considera que a Corte Superior deve julgar o caso ainda este ano.


DA REDAÇÃO

O ex-candidato ao Senado e atual chefe do Escritório de Representação de Mato Grosso (Ermat), Carlos Fávaro (PSD) disse não ter dúvidas de que a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que cassou, por unanimidade, o mandato da juíza aposentada e senadora Selma Arruda (PSL), por crime de caixa 2 durante a campanha eleitoral do ano passado, terá impacto no julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Fávaro, que já admitiu ser candidato em caso de novas eleições para o cargo, acredita que o entendimento do TSE também será pela cassação de Selma.

“O processo de cassação, aceito por unanimidade, demonstra que não houve dúvidas de nenhum dos membros [quanto às provas] e isso transmite ao TSE a convicção baseada nos fatos, nas provas do processo em que houve abuso de porder econômico, campanha extemporânea, caixa 2 e portanto não há outra decisão a não ser a cassação”, argumentou.

“O processo de cassação aceito por unanimidade demonstra que não houve dúvidas de nenhum dos membros [quanto às provas] e isso transmite ao TSE a convicção baseada nos fatos, nas provas do processo em que houve abuso de poder econômico, campanha extemporânea, caixa 2 e portanto não há outra decisão a não ser a cassação”, argumentou.

O ex-candidato aponta que além dessa condenação, Selma Arruda também teve as contas reprovadas pelo TRE, em fevereiro passado, o que reforça os supostos crimes.

“Não tenho dúvidas de que a decisão por unanimidade no TRE-MT vai ajudar na condenação no TSE, porque não é apenas uma condenação. Em fevereiro as contas da senadora também foram reprovadas por unanimidade e quando é por unanimidade, é porque não houve dúvida de nenhum dos membros do tribunal”, lembrou.

Fávaro avalia ainda que a análise da Corte Superior deve ocorrer em no máximo um ano, como determina uma resolução interna. Atualmente, o processo está em fase de embargo de declaração no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso.

“Nesse sentido, acho que a Justiça está sendo eficiente, justa, sem corporativismo, está cumprindo seu papel. Quero crer que mais uma vez vamos mostrar que o Brasil mudou e que a lei serve para todos”, avaliou.

O ex-candidato ao Senado declarou que a ação não trata de uma questão pessoal, mas sim a reparação de uma injustiça.

“Não é uma questão pessoal e nem por não aceitar o resultado das urnas, mas para ver a legalidade. Trabalhei de forma correta, cumpri a legislação, inclusive, nessa semana as minhas contas foram levadas ao Pleno do Tribunal Regional Eleitoral e aprovadas, demonstrando que fiz uma campanha dentro das regras, dentro das leis e, por isso, não posso ser prejudicado por alguém que queimou a largada, começou a campanha antes da hora, que teve gastos excessivos, com abuso de poder econômico e caixa 2 comprovado. Isso não é justo com o quase meio milhão de mato-grossenses que votaram em mim. Não é justo inclusive com os eleitores que acreditaram que a senadora cassada estava fazendo a coisa certa”, explicou.

“Não é uma questão pessoal e nem por não aceitar o resultado das urnas, mas para ver a legalidade. Trabalhei de forma correta, cumpri a legislação, inclusive, nessa semana as minhas contas foram levadas ao Pleno do Tribunal Regional Eleitoral e aprovadas, demonstrando que fiz uma campanha dentro das regras, dentro das leis", declarou.

Entenda

Selma Arruda foi condenada pelo TRE, por unanimidade. Ela é acusada de cometer crime de caixa 2 e abuso de poder econômico durante a campanha eleitoral de outubro passado.

Os magistrados determinaram a perda do mandato de Selma e que ela fique inelegível por oito anos. A decisão também se estende para os demais integrantes da chapa, no caso o primeiro e segundo suplente da senadora, Gilberto Possamai e Fabiana Mendes.

Na decisão, os juízes também entenderam que uma nova eleição deve ser feita para ocupar o cargo e rejeitaram que Carlos Fávaro, que ficou em terceiro lugar na disputa ao Senado Federal, assuma o posto antes do novo pleito.

Por enquanto, Selma permanece no cargo, já que ela ainda pode recorrer da decisão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

A senadora nega todas as acusações. "Estou tranquila com a decisão proferida pelo Tribunal Regional Eleitoral. A tranquilidade que tenho é com a consciência dos meus atos, a retidão que tive em toda a minha vida e que não seria diferente na minha campanha e trajetória política. Respeito a Justiça e, exatamente por esse motivo, vou recorrer às instâncias superiores, para provar a minha boa fé e garantir que os 678.542 votos que recebi da população mato-grossense sejam respeitados", afirmou Selma Arruda, por meio de nota.

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(2) COMENTÁRIOS

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Eduardo Alvarenga  21.05.19 11h14
Não votei nessa Fávaro, não iria votar e nunca votarei nesse camarada; além de prejudicar alguém como a Selma que esta indo contra o sistema atual, viciado e corrupto. Ela pode não ser perfeita, mas e muito melhor que esse camarada. Interessante que estão tentando CASAR ela, porém até cheque estranho está aparecendo, quem plantou isso, se tem um, pode ter muitas outras coisas.

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henrique Beltão  20.05.19 16h47
Esse sujeito não tem oque fazer? Só fica cobiçando mandato alheio, Sabe bem que se houver outra eleição (oque não vai acontecer) nunca ganhará!!!

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