06.12.2017 | 09h42


GAECO INVESTIGA

Faespe pode ter fraudado contrato de R$ 14 milhões com empresa de Brasília

A empresa Bridge Comunicação e Informática LTDA é de propriedade de João Cláudio Malta Buyers, que teria depositado o valor de R$ 141 mil na conta do delator Hallan Gonçalves.


DA REDAÇÃO

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) destacou à juíza da 7ª Vara Criminal, Selma Arruda, que investiga o contrato da Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público do Estado (Faespe), no valor de R$ 14,2 milhões, com a empresa Bridge Comunicação e Informática LTDA.

A empresa, cuja sede está localizada em Brasília, no Distrito Federal, é de propriedade de João Cláudio Malta Buyers, que foi apontado pelo delator da Operação Convescote, Hallan Gonçalves de Freitas, como o responsável por um depósito no valor de R$ 141 mil na conta do delator. O valor teria sido repassado a uma das líderes do esquema de fraudes da Faespe, Jocilene Rodrigues.

Os promotores do Gaeco suspeitam que o valor seria referente a propina paga pelo empresário para ser beneficiado com o contrato.

Sustenta o Gaeco que ainda não foi detectado relação direta entre o referido depósito e os desvios de recursos públicos perpetrados por intermédio da Faespe, contudo, foi constado que em maio/2017 a Faespe teria celebrado contrato com outra empresa de João Cláudio Malta Buyers, qual seja, a Bridge Comunicação e Informática LTDA, no valor de R$ 14.250.600,00, sendo que o valor depositado na conta de Hallan por João Cláudio corresponderia a exatos 1% do valor do contrato celebrado por este último com a Faespe” apontou Selma, na decisão que culminou na deflagração da quarta fase da Operação Convescote, no último dia 30 de novembro.

Pouco tempo depois, conforme o Gaeco, “Hallan indagou a Jocilene quem era o depositante, para que providenciasse a confecção de um contrato para fechar a questão e ela disse que ia providenciar; que no início deste ano de 2017 o próprio João Cláudio Malta Buyers trouxe uma minuta de contrato para o declarante e após alguns ajustes foi assinada por ambos, algum tempo depois”.

Na quarta fase da Convescote, o Gaeco cumpriu oito mandados de busca e apreensão e oito de condução coercitiva contra envolvidos nos esquemas de fraudes da Faespe. Foram alvos o advogado Eduardo Cesar de Mello; e os empresários Luiz Fernando Alves dos Santos (Plante Vida), Jurandir da Silva Vieira (Solução Cosméticos) e Caio César Vieira de Freitas (Solução Análise de Créditos), o ex-secretário de Administração do TCE, Marcos José da Silva e sua mulher, Jocilene Assunção, ex-diretora da Faespe; o servidor da Assembleia Odenil Rodrigues; e o ex-secretário-geral da Assembleia, Tschales Franciel Tschá.











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