15.04.2019 | 10h30


DELAÇÃO À VISTA

Ex-secretário preso na Operação Sangria retira pedido de habeas corpus no STJ

Rumores são de que Huark Douglas estaria fechando acordo de delação premiada, para revelar esquema de fraudes em licitação na saúde pública de Cuiabá e do Estado, investigados pela Operação Sangria.


DA REDAÇÃO

O ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas desistiu de mais um pedido de habeas corpus, dessa vez protocolado no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Com isso, aumentam os rumores de que ele fará uma delação premiada, que estaria em andamento no Ministério Público Estadual (MPE).

Huark é investigado pela Operação Sangria, da Polícia Civil, que apura um esquema de monopolização dos serviços de saúde tanto em Cuiabá, quanto no Governo do Estado, que eram capitaneados pelas empresas Proclin e Qualycare.

A defesa do ex-secretário havia protocolado o pedido de habeas corpus em 1° de abril. No entanto, na última sexta-feira (12), o documento foi retirado dos autos do processo no STJ. Esse mesmo recuo aconteceu no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Consta que os médicos Fábio Liberali Weissheimer e Luciano Correia Ribeiro, também investigados na Sangria, também retiraram seus respetivos habeas corpus no STJ.

Os três réus estão presos no Centro de Custódia de Cuiabá, desde o último dia 30 de março, por conta de uma nova etapa da Operação Sangria.

Sangria

A investigação da Operação Sangria apura fraudes em licitação, organização criminosa e corrupção ativa e passiva, referente a condutas criminosas praticadas por médicos/administrador de empresa, funcionários públicos e outros, tendo como objeto lesão ao erário público, vinculados à Secretaria de Estado de Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde, através de contratos celebrados com as empresas usadas pela organização, em especial, a Proclin e a Qualycare.

Segundo a apuração, a organização mantinha influência dentro da administração pública, no sentido de desclassificar concorrentes, para que ao final apenas empresas pertencente a eles (Proclin/Qualycare) possam atuar livremente no mercado.

Ameaça de delação

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) diz não temer a possível ameaça de delação e ressalta que se o caso se confirmar, o ex-secretário deve não apenas acusar, mas provar se há algo contra ele. O prefeito argumenta que todas as irregularidades apontadas pela Operação Sangria ocorreram na gestão passada.

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