06.05.2019 | 11h55


HOSPITAL SÃO BENEDITO

Ex-secretário e médicos confessam propina e superfaturamento em contrato

Huark Correia e outros dois médicos assumiram ainda irregularidades na composição de preço no termo de referência da licitação do Hospital São Benedito. Todas as empresas participantes do certame eram de propriedade dos acusados


DA REDAÇÃO

O ex-secretário municipal de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas Correia e os médicos Luciano Correia Ribeiro e Fábio Liberali Weissheimer confessaram o pagamento mensal de propina a agente público, em contrato do Hospital Municipal São Benedito.

Os três são réus da Operação Sangria, que investiga fraude na saúde do Estado e do Município. Eles tiveram a liberdade concedida, na última sexta-feira (3), pela juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

Huark, Fábio e Luciano também assumiram irregularidades na composição de preço no termo de referência da licitação do Hospital São Benedito. Todas as empresas participantes do certame eram de propriedade dos acusados.

Segundo o procresso, os acusados vão informar à Justiça todos os detalhes de como eram feitos os pagamentos de proprina, desse e de outros contratos.

Para a magistrada, não existem mais razões para a manutenção das prisões, devido à postura colaborativa dos acusados.

A prisão preventiva tinha sido determinada para garantir que não houvesse obstrução nas investigações, como destruição de proves e ameaças de testemunhas, mantendo a ordem pública.
No entanto, a juíza descreve que no curso da ação os acusados colaboraram com as investigações.

Operação Sangria

A investigação da Operação Sangria apura fraudes em licitação, organização criminosa e corrupção ativa e passiva, referente a condutas criminosas praticadas por médicos/administrador de empresa, funcionários públicos e outros, tendo como objeto lesão ao erário público, vinculados à Secretaria de Estado de Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde, através de contratos celebrados com as empresas usadas pela organização, em especial, a Proclin e a Qualycare.

Segundo a apuração, a organização mantinha influência dentro da administração pública, no sentido de desclassificar concorrentes, para que ao final apenas empresas pertencente a eles (Proclin/Qualycare) possam atuar livremente no mercado.

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