12.06.2019 | 17h37


DEPOIMENTO DE DELATOR

Ex-Bic Banco apresenta novas provas e Ararath pode ter outra fase em MT

Luis Carlos Cuzziol que foi operador financeiro do esquema investigado pela Operação Ararath prestou novo depoimento à Justiça Federal, nesta quarta-feira (12).


DA REPORTAGEM

Em 3h30 de depoimento à Justiça Federal, em Cuiabá, na tarde desta quarta-feira (12), o ex-gerente do Bic Banco, Luis Carlos Cuzziol, que se tornou delator da Operação Ararath apresentou novos elementos que podem gerar outras fases da operação, que levou para a cadeia políticos e empresários em Mato Grosso.

A informação foi confirmada à imprensa pelo advogado Fabian Feguri, que faz a defesa do ex-secretário de Estado, Eder Moraes, que é condenado no processo e pediu reinterrogatório à Justiça, depois das novas informações apresentadas por Cuzziol.

O ex-gerente do Bic Banco, que era um dos operadores financeiros do esquema ilícito investigado, saiu da Justiça Federal sem falar com a imprensa sobre o reinterrogatório feito pelo juiz Jeferson Schneider, titular da Quinta Vara Federal.

Sem comentar o teor do depoimento, o advogado Rodrigo Batista da Silva, que faz a defesa de Cuzziol informou que apenas esse reinterrogatório havia sido pedido.

O advogado Fabian Feguri, que faz a defesa de Eder Moraes, não detalhou as informações apresentadas por Cuzziol, já que o caso está em segredo de Justiça.

O pedido de novo interrogatório de Eder Moraes será analisado pelo juiz.

Esquema

RepórterMT

Eder Moraes

O pedido de novo interrogatório de Eder Moraes será analisado pelo juiz.

Conforme denúncia do Ministério Público Federal, Eder, enquanto secretário da Fazenda, teria subtraído cerca de R$ 12 milhões com anuência do ex-gerente do Bic Banco, por meio de operações ilícitas de empréstimos.

De acordo com as investigações, as fraudes movimentaram R$ 1,5 bilhão.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, as provas recolhidas durante a Operação Ararath apontam que foram praticadas inúmeras operações ilícitas de empréstimos bancários, totalizando aproximadamente R$ 12 milhões, com o conhecimento e colaboração do representante do Bic Banco.

Os empréstimos eram concedidos à pessoa jurídica Ortolan Assessoria e Negócios Ltda, e tinham como garantia créditos fictícios que a empresa possuía junto ao Governo do Estado de Mato Grosso, por meio de simulação de prestação de serviços na área de consultoria e assessoria em gestão governamental.

A garantia do crédito junto ao Governo do Estado foi dada por meio de ofício expedido, sem autuação, pelo então secretário de Estado de Fazenda de Mato Grosso, Éder de Moraes Dias. O ofício também não especificava qual era o objeto, muito menos números de notas fiscais ou contrato que pudesse caracterizar e atribuir eventual legitimidade ao suposto crédito da empresa junto ao Estado.

Delação

A delação premiada do ex-superintendente do Bic Banco de Mato Grosso, Luis Carlos Cuzziol, que foi firmada em abril passado com o Ministério Público Federal (MPF), sobre como funcionava o esquema de lavagem de dinheiro, corrupção e financiamento de campanha eleitoral no Estado deve se transformar em uma megaoperação da Polícia Federal nos próximos meses, em mais uma fase da Operação Ararath.  

Nos bastidores, os comentários são de que a situação caiu como uma bomba no meio empresarial e político e pode atingir autoridades, empresários deputados e ex-deputados, entre eles o ex-secretário Eder Moraes e o ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP), além de executivos do próprio Bic Banco.

O ex-superintendente teria entregado à Justiça e-mails, documentos, trocas de mensagens e contas bancárias que dão mais sustentação às provas do MPF.











(1) COMENTÁRIOS

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Manuel de Lima  12.06.19 19h11
O PIOR que tudo que o Cuziol falou é pura Verdade, quero ver se os responsaveis pela roubalheiras sr.Blairo Maggi, Silval Barbosa e seus Secretários e Assessores serão PRESOS ou terão que devolver algumas migalhas do muito que roubaram do povo Matogrossense. Vamos aguardar a nossa Justiça adormecida tomar alguma providencia.

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