16.02.2017 | 16h42


TETO DE GASTOS

Estado vai congelar salários de servidores do Executivo; ALMT e Justiça se livram

Governador argumenta que projeto do Estado só pode alterar questões dos salários dos servidores do Executivo


DA REDAÇÃO

O governador Pedro Taques (PSDB) revelou nesta quinta-feira (16) que a PEC do teto de gastos, irá congelar os salários dos servidores públicos do Estado, mas que a medida não irá atingir os servidores do Legislativo e Judiciário.

“Como chefe do Poder Executivo não posso nesse projeto de lei tratar de congelamento para outros poderes”, afirmou ele.

“Como chefe do Poder Executivo não posso nesse projeto de lei tratar de congelamento para outros poderes”, afirmou ele.

Pedro Taques informou que seria preciso tratar separadamente sobre o assunto com cada chefe de poder.

“Temos conversado com os outros poderes porque alguns Estados fizeram isso através de PEC. Mas não acertamos nada ainda com eles. O projeto que apresentaremos é só em relação ao Executivo”, explicou.

O chefe do Executivo de Mato Grosso disse que os técnicos e secretários ainda estão finalizando os detalhes da mensagem e que não há data para ser encaminhada à Assembleia Legislativa. A afirmativa de Taques contraria a informação do chefe da Casa Civil, Paulo Taques, de que a PEC do Teto seria enviada ainda esta semana para o Legislativo.

"Não acertamos nada ainda com eles. O projeto que apresentaremos é só em relação ao Executivo”, explicou.

O congelamento dos salários tem provocado polêmica tanto entre os servidores, uma vez que a especulação é de que a PEC congele os vencimentos pelos próximos três anos, quanto entre os poderes, que não admitem a possibilidade de não conceder reajustes a seus servidores anualmente.

Os servidores já estão buscando apoio e vêm se reunindo com os deputados estaduais para que o congelamento da recomposição salarial não seja aprovado.

O presidente da Mesa Diretora da AL, Eduardo Botelho (PSB), vinha defendendo que todos seguissem o exemplo do Estado e que a PEC deveria conter o congelamento dos salários de todos os poderes. Para ele, o momento é de crise financeira e os poderes deveriam colaborar com o Executivo.

“Não é justo que apenas os servidores do Executivo fiquem sem recomposição. É preciso que todos entendam o momento de crise, daqui a pouco essa situação melhora e será possível conceder os reajustes para todos”, afirmava o parlamentar, que agora diz que seguirá o que a maioria dos deputados decidirem.

Já o deputado estadual Romoaldo Júnior (PMDB) acredita que a Assembleia não deveria discutir congelamento de outros Poderes.

“Cada um sabe de sua responsabilidade e do orçamento que tem. A Assembleia não tem que se envolver nessa discussão”, disse.











(5) COMENTÁRIOS

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lando   17.02.17 15h22
Inescrapuloso Ordinário! !! Pensa que as pessoas são imbecis a ponto de acreditar que ele é o coitadinho! Dizendo que não pode congelar o judiciário e legislativo eles ja tiveram aumentos salariais escândalozos, rga total garantida, regalias etc . só para ele ter a garantia do apoio ao massacre os guerreiros que trabalham e lutam para o progresso de estado!

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Luiz  17.02.17 11h30
Falso moralista, governo afundado em denúncias de corrupção, falta competência e postura para administrar. Isenta os grandes e joga o prejuízo para os servidores. Os servidores não esqueceram dos deputados e governador na próxima eleição, os servidores e suas famílias...

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João Nunes braga  17.02.17 09h22
Esse governador maldito vai receber o seu nas urnas em 2018 não perde por esperar

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Fábio  16.02.17 18h51
O governador tenta passar para sociedade que os servidores é culpado, por um governo corrupto e incompetente. Qual a diferença do governo de Silval para o de Taques? Nenhuma... O governo de taques é tão corrupto e incompetente quanto o anterior.# #TAQUES NUNCA MAIS...

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historiador  16.02.17 17h53
S.r governador, ate o momento apenas existe uma PEC no estado do PIAUI aprovada pela assembleia, onde envolveu todos os poderes... nenhum outro estado tem essa tal PEC em votação,,, MT que está querendo fazer a frente...

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