09.01.2017 | 14h40


"BANDA ESTREITA"

Estado abre processo contra empresa que cobrava R$ 490 mil por 500 kbps

Complexx foi citada por delator da Operação Rêmora, que investiga fraudes em contratos da Educação


DA REDAÇÃO

A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) instaurou um Processo Administrativo contra a empresa Complexx Tecnologia Ltda, citada em delação premiada do empreiteiro Giovani Guizardi, na ação penal referente à operação Rêmora.

A operação, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), investiga fraudes em licitações, formação de cartel e cobrança de propina em obras de reforma e construção de escolas estaduais na Capital e no interior.

De acordo com a Portaria nº 50/2016, o processo foi instaurado em virtude da não execução parcial do contrato nº003/2014/SAAF/Sefaz, que tinha como objeto a prestação de serviços especializados de manutenção de equipamentos e instalações lógicas, elétricas e telefônicas da Sefaz.

Foram nomeados três servidores, sendo duas advogadas e um bacharel em Direito, para constituir a comissão processante. Todos são membros da Comissão Administrativa de Apuração das Infrações de Fornecedores (Caif/Saaf).

O prazo para entrega dos trabalhos é de 70 dias a contar da data de notificação da empresa. O documento, assinado no dia 21 de dezembro por Cândido dos Santos Rosa Júnior, secretário-adjunto de Administração Fazendária, foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) que circula nesta segunda-feira (9).

Contrato rompido

Desde o mês passado, a Complexx também já teve seu contrato com a Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) rompido após ter sido citada na delação de Giovani Guizardi.

O contrato, que estava em vigor desde a gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), era do valor de R$ 3,7 milhões.

A contratação foi feita em 2014 de forma emergencial. O Estado pagava mensalmente R$ 490 mil pelo uso de Internet, de apenas 500 kbps por ponto. 

A empresa também era patrocinadora da equipe de ciclismo do ex-secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto (PSDB), que está preso do Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), desde julho do ano passado, quando houve a operação Locus delicti, segunda fase da Rêmora. 

Leia também:

Seduc pagava R$ 490 mil por serviço de 'internet banda estreita'

 











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