18.06.2019 | 11h37


NOVELA DO VLT

Emanuel: Prefeitura é que autoriza; Cuiabá não é terra de ninguém

Governo do Estado deve anunciar definição sobre o modal no início de julho, mas o prefeito lembra que se for continuar a obra, o primeiro passo do Estado é ter a autorização da Prefeitura.


DA REDAÇÃO

Com o anúncio do governador Mauro Mendes (DEM) de que no início de julho irá informar sua decisão sobre a continuidade ou não do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) declarou, nesta terça-feira (18), que no que cabe à Capital, o gestor precisa lembrar que é preciso o aval da Prefeitura Municipal para qualquer obra, conforme decreto expedido por ele, no início do mandato.

“Cuiabá não é terra de ninguém. Aqui tem prefeito; aqui tem gestão; aqui temos uma equipe técnica extraordinária e a Prefeitura tem que ser ouvida da mesma forma que um particular para fazer uma obra precisa da autorização da Prefeitura, o Governo estadual ou o Governo Federal, se quiserem fazer obra em Cuiabá, é muito bem-vinda, mas que passe pelo crivo, pela análise técnica e pela autorização da Prefeitura”, enfatizou.

“Cuiabá não é terra de ninguém. Aqui tem prefeito; aqui tem gestão; aqui temos uma equipe técnica extraordinária e a Prefeitura tem que ser ouvida da mesma forma que um particular para fazer uma obra precisa da autorização da Prefeitura", declarou Emanuel.

Apesar da declaração, Emanuel nega que esteja faltando diálogo entre a Prefeitura e o Governo e diz que aguarda o posicionamento do Executivo estadual.

No último dia 06 de junho o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu pela anulação do contrato com as empresas responsáveis pela implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

A Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público Coletivo manteve o entendimento do ex-governador Pedro Taques (PSDB), que em 2018 rescindiu o contrato.

 

À época, o tucano levou em consideração a Operação Descarrilho, deflagrada pela Polícia Federal, que apontou pagamento de R$ 18 milhões em propina ao ex-governador Silval Barbosa – antecessor do tucano – para que as empresas integrantes do consórcio fossem beneficiadas na licitação.

“Na avaliação do Governo a rescisão do contrato era a decisão certa a ser tomada, em face a todos os fatos elencados ao longo da ação judicial. O Estado irá em 30 dias decidir os próximos passos e o destino do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT)”, confirmou o Palácio Paiaguás por meio de nota.

Apesar de não dar detalhes qual será fim do Veículo Leve sobre Trilhos, que está com as obras paradas desde dezembro de 2014 por medidas judiciais devido às investigações de pagamento de propina a agentes públicos, em abril o governador Mauro Mendes (DEM) sinalizou que pode desistir da implantação do modal.

A favor do VLT

Já Emanuel considera que a implantação do VLT deve ser mantida, pelo desenvolvimento urbano da Capital.

“Para mim o VLT é muito mais do que revolução do transporte coletivo. É a mudança do conceito de mobilidade urbana, desenvolvimento econômico, de sustentabilidade, de energia limpa, de valorização do centro histórico e de respeito, comodidade e humanização à população. Ele transcende a transformação no transporte coletivo e passa a ser o Norte, uma mola propulsora do desenvolvimento urbano da Capital”, defendeu o prefeito.











(4) COMENTÁRIOS

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Jonas Matos  19.06.19 10h28
Por isso que o Prefeito "Emanuel do Paletó", tem que ser investigado pelo Ministério Público, pois aquele dinheiro que ele recebe e coloca no Paletó, pode ser oriundo dessa proprina do VLT, liberado pelo Silval Barbosa, para ser implantado o VLT e que custou mais de 1,2 milhão de Reais e ainda não chegou nem na metade. Então este caso tem que ser investigado e por isso o povo não irá reeleger o Emanuel Pinheiro para que ele responda esse processo na Justiça.

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Carlos Nunes  18.06.19 17h39
É bom o Emanuel Pinheiro, antes de tomar qualquer decisão sobre o VLT - o fantasma do Silval...examinar detalhadamente a matéria do midianews, intitulada MODAL QUESTIONADO. Nela é revelado que o VLT lá do Rio de Janeiro já tá dando prejuízo de 100 MILHÕES DE REAIS. É que o preço da passagem não cobre os custos e prejuízos, porque o povo não aceita preço alto...e o governo todo mês tem que completar o dinheiro. A firma terceirizada que assumiu o VLT não tá mais injetando dinheiro porque, senão vai falir. É, o VLT é caro pra fazer e mais caro pra manter, sem dúvida alguma. Mauro Mendes acertou, quando era prefeito, não mexer com o VLT, senão a Prefeitura a esta altura estaria dando todo mês dinheiro pra tocar o negócio...se não der o negócio para. VLT é fantástico só na propaganda marqueteira...ou se tivesse sobrando muito dinheiro na Prefeitura de Cuiabá.

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Eduardo Alvarenga  18.06.19 14h27
Esse prefeito é um dos maiores responsáveis, ele era deputado estadual na época. Ou ele foi contra o VLT ??

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ademir  18.06.19 13h24
sim cuiaba tudo tem secretaria estraudinaria da copa 2014 depois secreetaria estraudinaria dos 300 anos agora deve ser do VLT KKKK

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