14.03.2019 | 11h30


CRISE NA SANTA CASA

Emanuel mobiliza poderes e quer ajuda do Governo para decretar intervenção

Hospital filantrópico, que está com atendimentos suspensos, é alvo de CPI, possui dívidas de R$ 75 milhões e tem atrasos salariais de seis meses.


DA REDAÇÃO

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) está desde o início da manhã desta quinta-feira (14) articulando, junto a outros poderes, condições para decretar intervenção na Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, que está com atendimento paralisado desde segunda-feira (12), apresenta uma dívida de R$ 75 milhões e está há seis meses sem pagar os funcionários.

Conforme apurou o , nesta manhã o prefeito já entrou em contato com o Ministério Público, a Delegacia Fazendária e foi até o gabinete do presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, para discutir o assunto.

O prefeito seria a favor da intervenção, mas entende que o Município, sozinho, não daria conta de administrar o hospital, pois já tem que arcar com despesas e investimentos de unidades como o Pronto-Socorro e o novo Hospital Municipal.

Devido a gravidade da situação, Emanuel avalia que o episódio envolve a participação de mais agentes, e no caso específico de uma intervenção, principalmente, o Governo do Estado.

Na noite de quarta-feira (13), o prefeito recebeu o requerimento da Câmara Municipal que pede a intervenção da Santa Casa.

Os vereadores criaram uma CPI para investigar o hospital e apontam sérias irregularidades na gestão do filantrópico, que não estaria prestando devidamente os serviços contratualizados com a Prefeitura.

Hospital fechado 

Desde a segunda-feira (12), a Santa Casa paralisou os atendimentos alegando falta de condições pelo fato de atraso em repasses da Prefeitura de Cuiabá.

O prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) emitiu nota, na terça-feira (12), afirmando que estava analisando documentos sobre a viabilidade de fazer repasses financeiros à Santa Casa de Misericórdia, que de acordo com a Prefeitura, teve os pagamentos suspensos por recomendação da Delegacia Fazendária, já que o hospital seria alvo de investigação, o que é negado pela direção da unidade de saúde.

A Prefeitura havia se comprometido repassar o valor R$ 3,6 milhões para custeio de serviços emergenciais.

A nota informa que o Município não é obrigado a cumprir os repasses, já que a Santa Casa não cumpriu com o acordo firmado entre as partes.

“Foram repassados R$ 24.866.260 para a instituição, mas os serviços hospitalares que deviam ser ofertados aos cidadãos não foram executados. Sendo o motivo da dívida da Santa Casa com a Prefeitura de Cuiabá”, afirma trecho do documento.

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