07.05.2019 | 08h10


REVELAÇÃO DE EX-SECRETÁRIO

Emanuel afirma que mandou investigar esquema de propina na Saúde de Cuiabá

O caso veio à tona após o ex-secretário Huark Douglas Correia e outros dois médicos confessarem pagamento de propina a agente público, em contrato do Hospital São Benedito.


DA REDAÇÃO

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) disse que já determinou à Procuradoria-Geral do Município (PGM), que faça um estudo jurídico sobre as denúncias feitas pelo ex-secretário municipal de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas Correia e os médicos Luciano Correia Ribeiro e Fábio Liberali Weissheimer de que houve pagamento mensal de propina a agente público, para que empresas ligadas a eles mantivessem contratos com Hospital Municipal São Benedito.

Os três são réus da Operação Sangria, que investiga fraude na saúde do Estado e do Município. Eles tiveram liberdade concedida na última sexta-feira (03), pela juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

“Já determinei à PGM que faça o estudo jurídico e entre em contato com os órgãos de controle e investigação. Estou pronto para que a transparência seja dada. Parece que foi uma licitação de 2015 onde houve um cartel entre as empresas”, respondeu o emedebista.

“Já determinei à PGM que faça o estudo jurídico e entre em contato com os órgãos de controle e investigação. Estou pronto para que a transparência seja dada. Parece que foi uma licitação de 2015 onde houve um cartel entre as empresas.”, respondeu Emanuel.

No entanto, Emanuel declarou que antes de apresentar uma apuração detalhada, o Município vai aguardar a divulgação da suposta delação premiada firmada pelos médicos alvos da Sangria.

“Vamos esperar a divulgação, quanto antes, da delação e as comprovações para que o processo possa ser iniciado”, declarou.

“O que depender da Prefeitura de Cuiabá as portas estarão abertas para a transparência e elucidação de todos os fatos e apoio total aos órgãos de controle e investigação. E caso tenha responsáveis que paguem no rigor da lei”, acrescentou o prefeito.

O posicionamento de Emanuel Pinheiro ocorre após Huark, Fábio e Luciano afirmarem que vão confessar à Justiça detalhes de como eram feitos os pagamentos de propina do São Benedito de outros contratos. Diante da colaboração, a juíza Ana Cristina Silva Mendes informou não existir mais razões para a manutenção das prisões que haviam sido determinadas com o objetivo de inibir possível obstrução nas investigações, como destruição de provas e ameaças de testemunhas, mantendo a ordem pública.

O acordo de colaboração premiada segue em segredo de Justiça.

Operação Sangria

A investigação da Operação Sangria apura fraudes em licitação, organização criminosa e corrupção ativa e passiva, referente a condutas criminosas praticadas por médicos/administrador de empresa, funcionários públicos e outros, tendo como objeto lesão ao erário público, vinculados à Secretaria de Estado de Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde, através de contratos celebrados com as empresas usadas pela organização, em especial, a Proclin e a Qualycare.

Segundo a apuração, a organização mantinha influência dentro da administração pública, no sentido de desclassificar concorrentes, para que ao final apenas empresas pertencente a eles (Proclin/Qualycare) possam atuar livremente no mercado.

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