21.05.2019 | 10h00


VENDA DE SENTENÇA

Desembargador pode voltar para cadeia se não arrumar trabalho em 30 dias

Evandro Stábile foi solto na segunda-feira (20) depois de progredir do regime fechado para o semiaberto.


DA REDAÇÃO

O desembargador aposentado compulsoriamente Evandro Stábile pode ser preso novamente, caso não consiga um emprego em 30 dias. A determinação é do juiz Geraldo Fidelis, da Vara de Execução Penal, e faz parte das condições impostas para progressão de pena do regime fechado para o semiaberto. 

Fidelis liberou Stábile para que ele possa sair de casa a partir das 6h e voltar às 22h, para procurar emprego. Isso nos sete primeiros dias do regime semiaberto.

Caso não consiga, será concedido mais 23 dias para que procure emprego por telefone. Se ele não cumprir com a determinação do magistrado poderá voltar para a cadeia.

O ex-magistrado também está proibido de frequentar bares e casa de jogos, prostituição, entre outros.

Stábile deixou o Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) na segunda-feira (20), após receber tornozeleira eletrônica e ser comunicado das condições do regime semiaberto.

Ele estava preso desde setembro passado, onde deveria cumprir pena de seis anos por venda de sentença, quando presidiu do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).

Stábile conseguiu autorização para o semiaberto na segunda-feira passada (17), depois que o Ministério Público Estadual (MPE) concedeu parecer favorável à soltura por entender que o crime ao qual o desembargador aposentado foi condenado não foi cometido mediante violência e grave ameaça. O MPE também foi favorável à remissão de 16 dias devido à leituras de livros durante os meses de janeiro a abril de 2019.

O caso

Evandro Stábille, como presidente TRE, foi acusado de receber R$ 100 mil para manter Diane Alves no cargo de prefeita de Alto Paraguai. Ela havia ficado em segundo lugar nas eleições de 2008 e foi beneficiada com a "cassação" do vencedor do pleito. Stábile foi investigado e preso pela Polícia Federal, na Operação Asafe.

Ele foi afastado do TRE-MT em 2010.

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