13.05.2019 | 08h45


PROCESSOS DA SODOMA

Desembargador alega foro íntimo e se declara suspeito para julgar ex-governador

Operação Sodoma é considerada uma das mais importantes do Estado, por ter revelado um grande esquema de corrupção, praticado pela alta cúpula do Governo durante a gestão Silval Barbosa.


DA REDAÇÃO

O desembargador Gilberto Giraldelli, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, se declarou suspeito para julgar os casos de corrupção envolvendo o ex-governador Silval Barbosa (2010-2014), revelados durante as fases da Operação Sodoma, deflagrada pela Polícia Civil.

Na decisão - publicada na semana passada, no Diário Eletrônico de Justiça - o desembargador se limita a dizer que se afastará do caso por questões de "foro íntimo".

"[...] cumpre-me, de maneira superveniente e por motivo de foro íntimo, declarar minha suspeição para processar e julgar todos os feitos envolvendo a  Operação Sodoma", destacou em trecho da declaração.

Ele também determinou que todos os autos da investigação sejam redistribuídos aos seus colegas desembargadores. 

"Cumpre-me, de maneira superveniente e por motivo de foro íntimo, declarar minha suspeição para processar e julgar todos os feitos envolvendo a Operação Sodoma", destacou o desembargador.

"Sob esses fundamentos é que determino a devolução à Secretaria do Tribunal Pleno de todos os procedimentos que se encontram  conclusos no meu Gabinete e que tenham por objeto a Operação Sodoma, para que uma vez anotada a suspeição deste magistrado, adote todas as providências pertinentes à redistribuição dos autos em fiel observância às  disposições regimentais".

A Operação Sodoma é considerada uma das mais importantes do Estado, por ter revelado um grande esquema de corrupção, praticado pela alta cúpula do Governo durante a gestão Silval Barbosa.

Em um dos processos, por exemplo, o ex-governador foi condenado a 13 anos e sete meses de prisão pelos crimes de organização criminosa, concussão e lavagem de dinheiro.

A primeira fase da operação foi deflagrada em setembro de 2015 e trouxe à tona um esquema de concessão de incentivos fiscais, mediante cobrança de propina. Na ação, tanto Silval  quanto os ex-secretários de Estado Marcel de Cursi e Pedro Nadaf foram presos.

A investigação foi instaurada com base na delação premiada do empresário João Batista Rosa, um dos sócios do grupo Tractor Parts. Em depoimento à Delegacia Fazendária (Defaz), ele confessou ter pago R$ 2,5 milhões em propina para ter suas empresas inclusas no Conselho de Desenvolvimento Empresarial (Cedem).

Atualmente a Sodoma está em sua quinta fase.

Leia mais

Silval é condenado a 13 anos de prisão em processo da Operação Sodoma

 











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