05.12.2018 | 16h55


BURACO NAS CONTAS

Com rombo de R$ 1,5 bilhão, Mauro já fala em não pagar fornecedores no ano que vem

O déficit, para Mauro Mendes, foi causado pelo aumento da folha, despesas e repasses aos Poderes. "Muita gente vai ficar sem receber porque não vai ter dinheiro em caixa para pagar"


DA REDAÇÃO

O governador eleito Mauro Mendes (DEM) disse que o Estado iniciará o próximo ano com um déficit orçamentário de R$ 1,5 bilhão. A informação foi repassada para os deputados estaduais em uma reunião na Assembleia Legislativa na manhã desta quarta-feira (5).

“Na execução orçamentária e financeira do Estado aponta aí um déficit, para esse ano, de recursos, ou seja, de dinheiro, de caixa na ordem de R$ 1,8 bilhão. E eu apresentei uma previa do orçamento real e verdadeiro que está em elaboração neste momento, finalizando para ser encaminhada na próxima semana a Lei Orçamentária de 2019, que aponta para um déficit já previsto e programado para 2019 de R$ 1,5 bilhão”, disse.

“Nós temos que economizar para o ano que vem R$ 1,5 bilhão ou economizar, por exemplo, R$ 750 milhões e subir a arrecadação além do previsto de R$ 750 milhões para atingir o equilíbrio”, explicou Mauro.

“Ou seja, se todas as receitas acontecerem, como estão programadas, e se todas as despesas acontecerem como estão programadas, vai faltar um R$ 1, 5 bilhão. Ou seja, muita gente vai ficar sem receber porque não vai ter dinheiro em caixa para pagar, essa é uma dura realidade do Estado de Mato Grosso nesse momento que todos conhecem”, acrescentou.

De acordo com o democrata, o rombo foi causado pelos aumentos excessivos das despesas, da folha salarial e dos valores repassados aos Poderes nos últimos anos. Ele explica que a receita do Estado cresceu acima da inflação, mas a elevação das despesas, principalmente da folha, impediram que parte fosse investida no custeio da máquina e pagamento de despesas básicas.

Ainda segundo o governador eleito, é necessário a economia de R$ 750 milhões e também um aumento de arrecadação no mesmo valor para atingir o equilíbrio fiscal.

“Nós temos que economizar para o ano que vem R$ 1,5 bilhão ou economizar, por exemplo, R$ 750 milhões e subir a arrecadação além do previsto de R$ 750 milhões para atingir o equilíbrio”, explicou.

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