16.02.2017 | 17h06


ACUSADO DE ESTUPRO

Câmara arquiva processo de quebra de decoro parlamentar contra Chico 2000

O presidente da Casa argumenta que só irá retomar o caso se o vereador for condenado pela Justiça


DA REDAÇÃO

A Câmara de Cuiabá, sob o comando de Justino Malheiro (PV), arquivou a denúncia contra o vereador Chico 2000 (PR), acusado de quebra de decoro parlamentar por supostamente ter abusado sexualmente de sua enteada de apenas 11 anos.

O presidente do Legislativo cuiabano argumenta que não irá movimentar nenhum processo interno e que vai aguardar o caso ser concluído pelo Judiciário. De acordo com ele, caso seja condenado na esfera jurídica, Chico 2000 perderá o cargo de vereador.

Como o caso de Chico 2000 não prosseguiu na Justiça, a Câmara decidiu por arquivar o procedimento interno. O ex-presidente da Comissão de Ética, vereador Toninho de Souza (PSD) disse que o caso ocorreu justamente na troca da presidência da comissão, mas que se estivesse ainda à frente montaria um processo de quebra de decoro parlamentar e encaminharia para votação.

Dois pedidos de cassação pesam contra o vereador, movimentado tanto pela ONG Moral quanto pela associação que defende os direitos da infância e juventude. Ambos os pedidos foram engavetados.

Contudo, há uma promessa de indiciamento feita pelo delegado que cuida do caso, Daniel Valente.

O caso

No dia 13 de outubro de 2016, durante uma festa da mãe da menina, o vereador, sozinho no quarto com a garota, teria pedido para que ela sentasse em seu colo.

A adolescente narrou à polícia que em determinado momento, o parlamentar teria passado as mãos em seus seios e tentado tocar sua genitália.

Na ocasião, a menina disse ao delegado que preferiu não contar nada à mãe para não prejudicar a comemoração que ocorria.

Depois disso, ela diz que foi convencida por uma tia a denunciar o caso contra Chico 2000.

Em seguida, a polícia solicitou à Justiça um mandato de prisão contra ele, que foi cumprido no dia 6 de novembro. No dia 7 um pedido de liberdade foi protocolado pela defesa do parlamentar. Dias depois ele foi liberado da prisão para responder em liberdade.  

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(1) COMENTÁRIOS

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ELIFAS Ribeiro  17.02.17 12h03
E.... eu bobo de livramento achando que a pecha de Casa dos horrores era coisa do passado bobinho que eu sou!!!

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