08.08.2018 | 09h30


INVESTIGAÇÃO DOS GRAMPOS

Botelho dá prazo de 3 dias comissão definir se CPI começa antes ou depois das eleições

Uma comissão comissão especial para analisar os requerimentos apresentados pelos deputados Janaina Riva e Wilson Santos.


DA REDAÇÃO

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), deu o prazo de 72 horas para que uma comissão emita um parecer técnico sobre qual requerimento de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) seja instalado para apurar grampos telefônicos operados no Estado.

Desde da semana passada, a líder de oposição, deputada Janaína Riva (MDB) vinha colhendo assinaturas para criar uma comissão para investigar possível  participação do governador Pedro Taques (PSDB) no esquema de escutas telefônicas ilegais. Na manhã de terça-feira (07), na tribuna, ela apresentou o requerimento com 10 assinaturas.

Porém, o vice-líder do Governo, deputado Wilson Santos (PSDB) tentou uma manobra e afirmou que havia protocolado primeiro o requerimento para apurar os grampos telefônicos. A proposta do tucano prevê que a investigação tenha início a partir de 2011 e que a abertura da CPI seja instaurada apenas em novembro, após as eleições.

Diante da situação, o presidente criou uma comissão, formada por um procurador-geral e dois consultores técnicos, para que dê um parecer sobre qual requerimento deve ser acatado.

"Eu não tive condições para analisar qual requerimento tinham assinaturas necessárias, por isso, criei uma comissão par analisar os pedidos. Primeiro dei o prazo de 24 horas, mas eles pediram mais tempo para poder assistir a sessão de ontem, analisar os pedidos, enfim, ampliamos para 72 horas para que o grupo possa fazer um estudo amplo com parecer técnico e imparcial", disse em entrevista à rádio Capital FM, nesta quarta-feira (8).

A abertura da CPI ganhou força após o depoimento do cabo da Polícia Militar, Gerson Luiz Ferreira Corrêa Júnior, responsabilizou o governador Pedro Taques (PSDB) e o ex-secretário-chefe da Casa Civil Paulo Taques pelo possível comando dos grampos operados no Estado.

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