18.05.2019 | 16h00


SAQUEOU COFRES PÚBLICOS

Bosaipo é condenado a 21 anos de cadeia e tem que devolver R$ 5 milhões

Os processos são oriundos da Operação Arca de Noé da Polícia Federal, que investiga desvio na Assembleia Legislativa


DA REDAÇÃO

O ex-deputado e ex-conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE),  Humberto Bosaipo foi condenado a 21 anos e oito meses de prisão em regime fechado, pelo juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá. O magistrado também determinou a devolução de R$ 4.985 milhões aos cofres públicos, referente a valores desviados da Assembleia Legislativa, enquantofoi presidente da Casa.

O julgamento é derivado de três processos, em que Bosaipo é réu, da operação "Arca de Noé", da Polícia Federal.

Um dos processos trâmite em segredo de Justiça. Aos que não estão sob sigilo, o ex-conselheiro foi condenado por lavagem de dinheiro e peculato pelo período em que exercia o cargo de deputado estadual, no ano 2000.

Para o juiz, "a culpabilidade do acusado é altíssima, pois na condição de gestor da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, aproveitou-se do apoio e boa-fé da população que o elegeu, optando por agir contra a sociedade e contra a Administração Pública, valendo-se da posição privilegiada de Presidente do Poder Legislativo, que possuía para engendrar ardiloso esquema a fim de saquear os cofres públicos, garantindo assim, vultosas quantias ilícitas para si ou para terceiros, revelando intenso dolo de agir, inclusive premeditação nas condutas criminosas”.

No segundo processo, consta que o condenado em organização criminosa, junto de servidores, constituiu de forma fraudulenta a empresa M.T. Nazareth, forjando operações com a Assembleia Legislativa (AL), gerando o prejuízo de R$ 2.254 milhões.

Na terceira ação, foi realizada uma busca e apreensão na empresa Piram Factoring, em Brasília (DF). Entre os documentos apreendidos foram encontradas 52 cópias de cheques, emitidos em favor de 42 empresas e firmais individuais, pela conta titular da AL.

Dos cheques, 14 foram sacados na "boca do caixa" e tinham o valor de R$ 1 milhão.

Além de Bosaipo, o ex-deputado estadual, condenado em diversos processos, José Riva também assinava os folhetos. Na época, os dois se revezavam entre Presidência e a 1ª Secretaria da Assembleia.

Jorge Tadeu levou em consideração, que Humberto Bosaipo possui vários processos criminais, mesmo que ainda sem trânsito em julgado.

Leia mais:
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(1) COMENTÁRIOS

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ROGERIO BORTOLOTI DELGADO  20.05.19 13h49
Não acredito que ira pagar, muito menos cumprir esta prisão......

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