20.04.2017 | 08h48


EFEITO LAVA JATO

Blairo Maggi coloca cargo à disposição, mas Temer recusa

A informação é da Coluna do Estadão, do jornal o Estado de São Paulo, publicada nesta quinta-feira (20). A coluna afirma que o presidente Michel Temer confia no ministro Blairo Maggi e acredita em sua inocência e capacidade


DA REDAÇÃO

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), teria entregado o cargo ao presidente Michel Temer (PMDB), que recusou. A informação é da Coluna do Estadão, do jornal o Estado de São Paulo, publicada nesta quinta-feira (20).

A coluna afirma que Temer confia em Maggi e acredita em sua inocência e capacidade, convencendo o ministro a permanecer à frente da Pasta.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, procurou Michel Temer para colocar seu cargo à disposição. Blairo se considera injustiçado pela acusação e quis deixar o presidente à vontade, abrindo mão do posto. Temer recusou o pedido, dizendo que confiava na sua inocência e capacidade. O ministro aceitou permanecer", escrevemos jornalistas Andreza Matais e Marcelo de Moraes.

Incomodado com sua inclusão na lista de investigados da Lava Jato, pela delação da Odebrecht, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, procurou Michel Temer para colocar seu cargo à disposição. Blairo se considera injustiçado pela acusação e quis deixar o presidente à vontade, abrindo mão do posto. Temer recusou o pedido, dizendo que confiava na sua inocência e capacidade. O ministro aceitou permanecer. Na delação, Blairo é acusado de receber R$ 12 milhões da Odebrecht na campanha para o governo de Mato Grosso, em 2006. Ele nega as acusações”, escrevem os jornalistas Andreza Matais e Marcelo de Moraes.

Blairo Maggi foi citado pelos delatores da Operação Lava Jato, o diretor superintendente para as Áreas Norte, Nordeste e Centro Oeste da Odebrecht, João Antônio Pacífico Ferreira e o diretor de contratos da construtora, Pedro Augusto Carneiro Leão Neto.

Segundo eles, o ministro teria recebido propina da construtora no montante de R$ 12 milhões para pagamento de campanha à reeleição, em 2006. A cobrança teria sido feita para liquidar dívidas antigas do Estado com a Odebrecht.

Na terça-feira (18), o ministro admitiu vontade de deixar o Ministério. Em publicação à imprensa e em sua rede social, Maggi disse sentir-se injustiçado com as acusações.

“Não é fácil passar por uma acusação tão injusta, mas tenho um setor inteiro que confia no meu trabalho e não pode ser mais afetado neste momento. O depoimento do delator é inconsistente e cheio de contradições em relação a mim. Estou levantando todas as informações e farei minha defesa com a maior transparência”, disse o ministro.











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