03.04.2019 | 15h40


SEIS MESES SEM SALÁRIOS

Assembleia vai repassar dinheiro de 'sobra de caixa' para servidores da Santa Casa

A informação foi confirmada pelo presidente Eduardo Botelho, que deve se reunir ainda nesta quarta-feira, com o primeiro-secretário para definir o valor que será repassado.


DA REDAÇÃO

O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM) declarou que irá se reunir com o primeiro-secretário, deputado Max Russi (PSB), ainda nesta quarta-feira (03), para avaliar a possibilidade de destinar o dinheiro de ‘sobra de caixa’ para pagamento de salários dos servidores da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, que não recebem há seis meses.

A medida será tomada, segundo Botelho, para minimizar os problemas enfrentados pelos funcionários do filantrópico como, por exemplo, falta de itens de primeira necessidade.

“Queremos dar um auxílio para aquelas pessoas que só vivem da Santa Casa e estão passando necessidades pessoais, como problemas com alimentação. [...] Não vai resolver o problema, mas ajuda”, destacou o democrata.

“Queremos dar um auxílio para aquelas pessoas que só vivem da Santa Casa e estão passando necessidades pessoais, como problemas com alimentação. Estão até fazendo doações de cestas básicas; essas pessoas precisam desse socorro. Não vai resolver o problema, mas ajuda”, destacou o democrata.

Em relação ao valor que poderá ser destinado ao hospital, o presidente da Assembleia disse que só saberá após reunião com o Russi.

“Vou sentar hoje com o primeiro-secretário, porque não posso decidir sozinho, para tomarmos uma posição. Com alguma coisa, acredito, nós vamos colaborar”, argumentou.

A iniciativa ocorre após um grupo de voluntários iniciar campanha denominada “SOS Funcionários da Santa Casa” para arrecadar sacolões e doar aos trabalhadores.

A doação de cestas é para suprir as necessidades mais urgentes de cerca de 800 famílias, que estão desamparadas, com sérias dificuldades financeiras, com atrasos em contas de luz, água, pensões alimentícias e algumas até passando fome.

Os funcionários deflagraram greve no mês de março em protesto aos pagamentos atrasados. Sem mão de obra e com dívida de R$ 80 milhões, a instituição fechou as portas para o atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde, desde o dia 11 de março.

 

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(1) COMENTÁRIOS

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ana  03.04.19 19h31
eles falam como se o dinheiro dos nossos impostos fossem deles

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