24.05.2019 | 07h55


LICIO MALHEIROS

Raiva

A narrativa em questão tem como personagens centrais, duas meninas pequenas, irei chamá-las de Paula e Fernanda.

Na minha trajetória em direção ao meu trabalho, fluxo intenso de carros, trânsito praticamente parado; momento em que, ouvia uma estação de rádio da capital, na qual, o apresentador em questão, mencionou em um dos momentos brilhantes da sua  apresentação, na minha modesta opinião, talvez a mais impactante, chama-se “mensagem do dia”, esta mensagem, caiu para mim como uma luva, eu não estava com raiva, porém decepcionado e chateado com um fato lamentável que aconteceu comigo, no meu trabalho no dia anterior.

Primeiro, vou relatar a “mensagem do dia” que é de uma profundidade de dar inveja a qualquer um, vou usar os mesmos personagens, narrados de forma brilhante pelo apresentador do programa, no final da mensagem, usarei símbolos de biologia para falar do ocorrido comigo no dia anterior, que veio a calhar.  

A narrativa em questão tem como personagens centrais, duas meninas pequenas, irei chamá-las de Paula e Fernanda.

“uma das meninas a Paula, ganha da mãe um brinquedinho, contendo garfinhos, pratinhos, um brinquedo para as meninas bastante interessante; as mesmas se encontram a Fernanda, encantada com o presente, convida a Paula para brincar”

“a Paula na defensiva, tenta argumentar que não poderia brincar, pois iria sair com a mãe; mesmo assim, refaz sua resposta, e resolve deixar o brinquedo como a amiga, para que ela brincasse sozinha, e sai com a mãe”.

“ao retornar, encontra o brinquedo jogado, faltando peças, a Paula é tomada por uma raiva intensa, pede para que a mãe repreenda de forma áspera sua amiguinha; a mãe, sabiamente diz a ela, minha filha você se lembra, quando você caminhava pela rua um carro passou e jogou lama em seu vestido branco, você também ficou chateada”.

“você se lembra, o que a sua avó disse que  faria com seu vestido, iria esperar que a lama secasse e endurecesse, para que pudesse removê-la mais facilmente, não agindo de impulso”.

“a mãe, não repreendeu a coleguinha da filha; dito e feito, minutos depois, a Fernanda envergonhada chega carregando um embrulho nas mãos, disse para a amiga, comprei outro brinquedo para você, pois aquele menino, que fazia maldade a todos nós, quebrou o seu brinquedo e levou peças dele para casa”.

Moral da história, quando agimos por impulsos tomados pela raiva, na maioria das vezes cometemos injustiças, atacando pessoas inocentes, sem percebermos o mal a elas causado.

Reportando agora, a situação vivida por mim no dia anterior, foi bem parecida, com a nossa narrativa da história em questão; vamos usar elementos de biologia, para não dar nomes aos bois.

Agora, voltando ao fato ocorrido comigo, em um dia anterior, irei chamar a outra pessoa de (xx), enquanto eu (xy), apenas para salvaguardar a sua imagem, a minha imagem já vem sendo exposta há muito tempo e não tenho medo disso, sei que sou literalmente vidraça, porém não tenho medo disso, pois se tivesse, não escreveria.

Em um trabalho desenvolvido por mim (xy), no afã de acertar, acabei cometendo um erro, não diria se tratar de um erro crasso, porém não deixa de ser um erro, por sermos humanos, somos passiveis ao cometimento de erros.

Outro lado da narrativa (xx), ao invés de nos ajudar mostrando o erro por mim cometido (xy), e me   auxiliar, para que erros assim não voltassem a acontecer; (xx) não esperou o barro secar literalmente.

No contexto desses trabalhos, algumas situações são tratadas via telefone, e (xx) achando que quem havia feito aquele trabalho fosse uma colega. A mesma, no telefone de imediato disse a ela, “quando você for fazer um trabalho dessa natureza, consulte antes o google para que você possa fazer algo aceitável”.

Nesta narrativa, não existe raiva e nem tão pouco conotação de julgamento, porém quero mostrar através dela (xx), que o ser humano cada vez mais, vem perdendo a capacidade de amar e tratar as pessoas como irmãos. Atirar pedras é fácil, julgar mais fácil ainda, agora tentar entender o ser humano que está ali tentando desenvolver um trabalho mesmo que tenha cometido um erro, não é dessa forma que ensina alguém ou tenta ajudar alguém, vamos rever os nossos conceitos.

Pare o mundo, quero descer!

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo  

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