24.06.2019 | 09h10


ONOFRE RIBEIRO

O Brasil e os brasis

Caras se desenharam e revelam que Brasil unitário é só uma proposta de nacionalidade

Cultural e geograficamente o Brasil nunca foi um só.

Porém, na segunda metade do século 20,  na medida em que o país se urbanizou com a vinda massiva dos brasileiros do campo pras cidades, as caras do Brasil foram se desenhando.

Mas foi a partir de 2000 que as caras se desenharam claramente e hoje revela que o Brasil unitário é só uma proposta de nacionalidade. Existem muitos brasis.

Vamos tentar revelar os brasis que coexistem dentro do grande território geográfico, político, cultural e econômico do Brasil.

1 – O Brasil da Constituição Federal. É um país unificado e juridicamente constituído, sem problemas;

2 – O Brasil das regiões. Aqui complica muito porque nenhuma região, a não ser a língua portuguesa, nada tem a ver com as demais;

3 – O Brasil da economia. Esse é profundamente diverso. Umas como o Sudeste e o Sul muito à frente e as demais em processo de construção, de consolidação ou de reconstrução;

4 – O Brasil do Estado. Este talvez seja o mais sofrido e o mais dividido. Construído historicamente em cima de uma elite burocrata portuguesa na Colônia e mais tarde política e econômica. Essa cabeça da sociedade vem construindo sucessivamente um Estado pros seus interesses;

5 – O Brasil da Lava Jato. Aqui entra a transformação do Brasil português da Colônia até hoje. Mexeu com os líderes dos sistemas políticos, econômicos e burocráticos historicamente os “construtores” dos mais diferentes e mais injustos aspectos de um desses Brasis. Tirou o véu da falsa moralidade;

6 – O Brasil na Lava Jato. Enquanto dura a operação e vai destruindo os muros do Estado português/patrimonialista, alcança braços muito fortes do poder construído secularmente: mídia, empreiteiras, bancos, indústrias, setor imobiliário, doleiros, corporações públicas e privadas, etc.

7 – O Brasil das economias. A Lava Jato feriu de morte sistemas políticos e econômicos prostituídos. Uma economia ética deverá renascer lentamente após o furacão do desmonte do castelo de cartas falsas;

8 – O Brasil da ética. Vai demorar. Mas está vindo. Inevitável. De um Estado corrompido, corrompedor e com os seus agentes comprometidos em todos os setores e contrárias à sociedade.

10 – O Brasil do futuro. Quantos anos ainda? Dez, 50? Quem sabe? Não Importa! O gigante corrupto já tomba!

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

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