12.06.2019 | 07h55


IRAJÁ LACERDA

Agroindústria

Mato Grosso precisa avançar em ações que potencializem a política pública agroindustrial

Responsável por transformar matérias-primas provenientes do campo, a agroindustrialização é o que causa o verdadeiro impacto na economia, já que o lucro obtido com o produto processado é altamente superior ao valor do produto in natura.

Sendo o maior produtor nacional de grãos e rebanho bovino, Mato Grosso vem crescendo no processo de industrialização, entretanto, é evidente a necessidade de agregar maior valor aos produtos.

Além da agregação do preço, a agroindústria gera outros benefícios, como a padronização da produção, maior integração do meio rural com a economia de mercado e especialização da agricultura com a conseqüente redução de custos na produção.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nosso estado é responsável por cerca de 30% do total da produção brasileira de grãos e, na safra 2019, o estado deve produzir aproximadamente 62 milhões de toneladas.

Com a produção baseada principalmente em commodities, como soja, milho e algodão, os números mostram que nosso estado é imbatível na produção, porém, ainda principiante quando se trata de industrialização.

Mato Grosso não pode ser um eterno produtor de matéria-prima. É preciso aproveitar a riqueza e as oportunidades que o agronegócio gera para criar estratégias de visem a implantação de empresas que transformem os produtos em mercadorias mais rentáveis.

Vários municípios têm conseguido atrair importantes indústrias, como é o caso de Lucas do Rio Verde, que entre outras empresas, obteve a instalação da primeira indústria do país a produzir etanol 100% a partir do milho.

Outras cadeias produtivas também estão ganhando espaço no processo de agroindustrialização, mas o estado ainda sofre com a falta de competitividade no cenário nacional devido a uma série de entraves.

Para se ter uma ideia, em um ranking de competitividade nacional referente a 2018, Mato Grosso ficou em 11º lugar, atrás de estados como Mato Grosso do Sul e Goiás. A classificação é medida por pilares, como infraestrutura, segurança, sustentabilidade ambiental, solidez fiscal e potencial do mercado. 

Com um potencial gigantesco, Mato Grosso precisa avançar em ações que potencializem a política pública agroindustrial, pois, aliado a esse processo, o setor agropecuário gerará ainda mais emprego e renda à população, transformando as relações de trabalho, expandindo o meio urbano e criando um status diferenciado para a economia das nossas cidades.

Irajá Lacerda é advogado e presidente da Comissão de Direito Agrário da OAB-Mato Grosso, presidiu a Câmara Setorial Temática de Regularização Fundiária da AL/MT .

 

 

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