11.02.2019 | 09h10


MAX CAMPOS

A luta dos servidores

Na verdade é sabido dentre os segmentos de servidores que a ESTRUTURAÇÃO seria a melhor resposta para dar qualidade do serviço.

Fazer com que todos saibam e reconheçam a importância do trabalho desempenhado pelas distintas categorias dos servidores públicos deve ser um exercício constante, que passa pelo zelo no contato com a população, pelo cuidado com a imagem pública da categoria e, principalmente, por sua unidade. Somente com união os pleitos tornam-se realidade, metas tornam-se bandeiras e propostas passam a ser conquistas.

Salários condizentes com as responsabilidades, condições adequadas de trabalho, acesso a qualificação são questões básicas que devem ser metas de qualquer gestor público. 

Na verdade é sabido dentre os segmentos de servidores que a ESTRUTURAÇÃO seria a melhor resposta para dar qualidade do serviço prestado a sociedade, não se pode esperar um atendimento de excelência em um hospital onde se falta até gaze não é mesmo?

Porém na contramão do interesse público aplica-se o que se espera de um governo advindo de uma atribulação política que dividiu o País ao meio.

Colocando de um lado e de outro cidadãos confusos com sua própria identidade, esquerda e direita não existe mas sim quem está fora e quer entrar e quem está dentro e não quer sair. Diante disso o velho ditado que a corda arrebenta sempre para o lado mais fraco nesse caso o poder Executivo foi o primeiro a sentir seus efeitos.

Diante da falta de estabilidade política que se refletiu na política econômica-social o atual governo federal se aproveitando-nos fragilidade econômica instituiu um pacote de medidas de ajuste fiscal e também incluiu a realização das reformas da Previdência e trabalhista, que alteraram regras de aposentadoria e da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Tais propostas demonstram claramente o interesse de setores do Executivo e Legislativo em direcionar o Orçamento Público para a consolidação de um estado mínimo, alicerçado nos interesses do capital em detrimento do bem-estar social, da garantia de direitos aos servidores públicos e das reivindicações da população brasileira.

Entretanto nossa aposta é que a própria sociedade civil constituída em sua maioria não acredita que a melhor resposta à crise econômica seja o arrocho, a precarização do serviço público e a violação dos direitos trabalhistas. 

A garantia de qualidade dos serviços básicos oferecidos à sociedade e o desenvolvimento do país passam, invariavelmente, pela valorização do servidor público.

Apesar dos avanços na redução das desigualdades sociais registrados ao longo dos últimos anos, o Brasil ainda figura como um dos países mais desiguais do mundo. Hoje temos aproximadamente um universo de 14 milhões de desempregados. 

O empreendedorismo se tornou um verdadeiro risco para aqueles que sonham em abrir o próprio negócio, o que geraria empregos e renda dando expectativa de crescimento econômico.

A construção de um estado mínimo não interessa a sociedades com tamanha desigualdade social, onde o serviço público é peça chave para a garantia de melhorias e resguardo dos direitos e interesses dos cidadãos mais desassistidos pelo Estado. Ai quando discutimos política partindo da idade dos eleitores percebemos que nove entre dez jovens, 90%, rejeitam fortemente o modelo partidário atual e 80% dos brasileiros não acreditam nos partidos políticos. 

O que nos remete a uma análise de que o futuro que está em nossas mãos nossas agora logo estará nas mãos desses jovens em breve e estará já se iniciando “Desacreditado”?

A responsabilidade do servidor público é muito grande, diferente do que apregoa tornando-se uma construção de enorme importância por tratar-se de um agente de transformação do Estado. 

O servidor deve estar sempre a serviço do público e, a partir desta lógica, listamos alguns princípios fundamentais à sua atuação:

Agente de transformação a serviço da cidadania, o que se torna uma diferença marcante dos demais trabalhadores; Compromisso intransigente com a ética e com os princípios constitucionais; Atualização permanente e desenvolvimento de novas competências; Capacidade de lidar com a diferença e a diversidade; Habilidade para atuar em diferentes contextos e sob diversos comandos; e o principal que considero saber Lidar com o que é de todos.

E sim, O SERVIDOR É PENALIZADO PODENDO SER EXONERADO A BEM DO SERVIÇO PÚBLICO, caso não cumpra com o que determina a lei que o disciplina. O principal diferencial do servidor público é que este tem a oportunidade de servir à comunidade em que está inserido. 

Por isso, esta não pode ser vista como uma profissão qualquer, e sim como um desafio de se cuidar do que é de todos nós.

Diante deste quadro, que chamo atenção dos CEM MIL SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS, mas não tão somente de meus colegas servidores estaduais mas também servidores municipais e federais, seus familiares, amigos e sociedade civil organizada entre profissionais autônomos, comerciantes, produtores rurais onde reforço a importância da UNIÃO entre os mais variados segmentos de servidores públicos e do engajamento das mais diferentes categorias em relação ao ano eleitoral que se avizinha em 2020, pois somente com representatividade política tanto na Câmara de vereadores quanto nas prefeituras estaremos ativos na luta por valorização, dignidade e respeito e na construção de um 2022 com gente nossa. 

Por fim deixo um alerta aos colegas servidores públicos estaduais, municipais e federais, entidades civis e militares, de nada vale o grito dos bons se os mesmos personagens políticos continuarem, não que sejam ruins mas não há cobrança devida, fiscalização decente, e não adiantara mais sair as ruas pois até reinvindicações a princípio consolidadas estarem sendo utilizadas como manobras de grupos.

Nosso VOTO é nossa maior arma contra corruptos, sonegadores e maus políticos. Nossa escolha depositada nas urnas se refletirá nas próximas gerações, este é o tamanho de nossa responsabilidade.

Max Campos é Servidor Público Estadual, Secretário Estadual Sindical do PSB e articulista político.

Os artigos assinados são de responsabilidade do autor, não apresentando, portanto, a opinião do site ReporterMT.











(1) COMENTÁRIOS

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Fiscal sa geral  11.02.19 09h39
A crise fiscal pela qual o Estado de MT passa foi planejada pelo grupo político que hj está no Poder. Houve uma continuidade nos Governo Blairro, Silval, Taques e agora Mauro. Tudo do mesmo grupo dos agro e dos grandes enpresarios. Desde 2006 vietam fazendo desoneração da arrecadação ICMS. Hj o Estado arrecada pouco mais da metade do que arrecadouno ano de 2006.

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