19.04.2019 | 15h19


MUNDO

Jornalista é morta a tiros em 'incidente terrorista'

Polícia atribui morte de Lyra McKee, 29, a militantes nacionalistas que se opõem a tratado de paz.



BELFAST (IRLANDA DO NORTE) Uma jornalista de 29 anos da Irlanda do Norte foi morta a tiros na cidade de Londonderry no fim da noite de quinta-feira (18), em um ataque que a polícia qualificou de "incidente terrorista". Os tumultos aconteceram no bairro nacionalista de Creggan após uma batida da polícia, que disse que estava tentando evitar ataques de militantes que se opõem ao tratado de paz de 1998 da Sexta-Feira Santa. Pelo menos 50 coquetéis molotov foram atirados e dois carros incendiados. A jornalista Lyra McKee foi morta a tiros pouco depois de postar em uma rede social uma foto da violência, que descreveu como “loucura absoluta”.

“Infelizmente, às 23h, um atirador apareceu e disparou várias vezes contra a polícia e uma jovem, Lyra McKee, de 29 anos, foi ferida” e posteriormente morreu, disse o chefe-assistente da polícia da Irlanda do Norte, Constable Mark Hamilton, a jornalistas. McKee, que foi nomeada Jovem Jornalista do Ano pela Sky News em 2006, estava escrevendo um livro sobre o desaparecimento de jovens durante as três décadas de sectarismo na Irlanda do Norte, que chegaram ao fim com o acordo de 1998. Ela também escreveu um livro sobre sua dificuldade em ter crescido sendo homossexual. A morte de McKee, descrita por sua editora Faber como uma estrela em ascensão no jornalismo investigativo, foi condenada tanto por políticos nacionalistas católicos irlandeses quanto por unionistas protestantes próReino Unido. A primeira-ministra britânica, Theresa May, descreveu o ataque como “chocante e verdadeiramente sem sentido”.

“Foi um ato de ódio”, disse o primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, em uma declaração em frente ao prédio do governo em Dublin. “Isto foi um ataque não apenas a uma cidadã, foi um ataque a todos nós, nosso país e nossas liberdades.” A polícia disse que está tratando o incidente como ataque terrorista e abriu um inquérito de assassinato.

 











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