11.06.2019 | 10h01


LAÇOS DE FAMÍLIA

Ex-policial militar atira na mulher, no filho, e se mata em SP

Corpos foram achados no início da tarde desta segunda-feira (10), na casa da família no bairro Bandeirantes.



Pai, mãe e filho foram encontrados mortos no início da tarde desta segunda-feira (10), em uma casa no bairro Bandeirantes, em Sertãozinho (SP). Segundo a Polícia Civil, a principal hipótese é de homicídio seguido de suicídio.

De acordo com o delegado Targino Osório, responsável pelo caso, um ex-policial militar, de 43 anos, teria atirado na mulher, de 39 anos, e no filho, de 21 anos. Após o ataque, ele teria atirado contra si mesmo. A arma utilizada no crime foi apreendida.

Segundo as primeiras informações, um amigo do ex-policial foi até a casa após receber uma mensagem no celular, na manhã desta segunda-feira. Ao chegar ao local, viu que os carros da família estavam na garagem, mas ninguém atendeu.

Sem conseguir contato com o ex-policial após vários telefonemas, o homem chamou a polícia. Os agentes entraram na casa e encontraram a família morta. Mãe e filhos estavam em dois quartos, e pai estava na sala. Todos tinham ferimentos na cabeça.

A polícia apreendeu uma carabina calibre 44, que teria sido usada no crime, e um revólver calibre 32.

Os corpos deverão ser levados ao Instituto Médico Legal (IML).

Mensagem levou polícia à casa

 

Preocupado com a mensagem recebida no celular, por volta das 7h30, um amigo do ex-policial, que não quis se identificar, disse que telefonou várias vezes, mas que Andrade não atendeu às ligações. Ele decidiu ir até a casa, no bairro Bandeirantes, mas encontrou tudo trancado e os carros na garagem.

A Polícia Militar foi chamada e precisou pular o muro da residência vizinha para ter acesso ao imóvel. Dentro da casa, os policiais acharam Andrade morto no sofá. O filho e a mulher ainda estavam nas camas, o que sugere que eles tenham sido mortos enquanto dormiam.

Segundo o tenente da PM Rafael Wellington Tavela, os vizinhos não ouviram barulho de tiros.

“Ele mandou uma mensagem para um amigo dizendo que havia acabado com a família e que era para acionar a Polícia Militar para vir à casa dele”, afirma o delegado.

Relação com a família

 

A cunhada de Andrade, Vera Lúcia de Andrade, diz que o ex-policial trabalhava atualmente como engenheiro em uma indústria de equipamentos industriais. Há três meses, ele havia aberto uma empresa, mas recebeu a proposta e aceitou ser empregado.

Vera afirma que o cunhado tinha uma relação tranquila com a mulher, mas era muito reservado e que havia mudado o comportamento nos últimos tempos. Segundo ela, Andrade não dava sinais de que pretendia cometer o crime.

“Eles combinavam bem, sempre saiam juntos, faziam caminhada juntos. Eram casados há mais de 22 anos. Ele era muito fechado e não estava se comunicando muito com a família, nem estava indo à casa do pai dele. Mas não sei o motivo.”











COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

INFORME PUBLICITÁRIO

TV REPÓRTER