20.03.2017 | 12h52


DÉFICIT

Em MT, 50 municípios não têm delegado e profissionais se revezam

Efetivo é de 234 delegados e sindicato aponta que o ideal seria de 400. Há regiões em que há um delegado para atender três municípios.



Dos 141 municípios mato-grossenses, 50 não têm delegado e os casos de polícia registrados nessas localidades são atendidos por profissionais das cidades vizinhas. Atualmente, são 234 delegados em atuação no estado, enquanto o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia de Mato Grosso (Sindepo), Wagner Bassi Júnior, aponta que o efetivo ideal para atender a demanda seria de 400 profissionais.

A Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) informou que o concurso, cujo edital foi lançado na semana passada, deve suprir o déficit.

Dos 141 municípios mato-grossenses, 50 não têm delegado e os casos de polícia registrados nessas localidades são atendidos por profissionais das cidades vizinhas. Atualmente, são 234 delegados em atuação no estado, enquanto o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia de Mato Grosso (Sindepo), Wagner Bassi Júnior, aponta que o efetivo ideal para atender a demanda seria de 400 profissionais.

A Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) informou que o concurso, cujo edital foi lançado na semana passada, deve suprir o déficit.

Conforme o sindicato, pelo menos 20 delegados estariam em condições de aposentar. "A reforma na previdência causou temor em muitos profissionais, que vão ainda não pretendiam se aposentar, mas que vão acelerar a mudança com medo de alteração nas regras", afirmou o presidente do sindicato.

Falta de estrutura

Além da falta de delegados, há precariedade em outros setores, conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Polícia Civil de Mato Grosso (Siagespoc), Cledison Gonçalves. Ele cita, como exemplo, a falta de carros adequados, principalmente, nos municípios sem asfalto.

"Em Alta Floresta, Juína, Confresa, e na região Norte, as estradas são de chão e as delegacias teriam que ter caminhonetes, mas a maioria tem carros baixos. Teria que ser todas caminhonetes, porque no período de chuvas as estradas ficam praticamente intrasitáveis".

Segundo ele, as armas também deveriam ser melhores. "Hoje, a polícia trabalha com pistola, enquanto os bandidos usam fuzis, principalmente essas quadrilhas do Novo Cangaço [de assalto a banco]", declarou.

Há 20 anos, conforme o sindicalista, o governo fez um levantamento informando que seriam necessários 400 delegados, 1.200 escrivães e 4.000 investigadores. "O governo disse à época que esse seria esse efetivo, mas até agora não chegamos a esse número", lamentou.











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