20.12.2016 | 10h00


DENÚNCIA DO MPE

Organização criminosa tinha 4 quatro núcleos para fraudar licitações na Seduc

O MPE aponta que Permínio Pinto e Alan Malouf chefiavam núcleo da 'liderança'; Guizardi, o da 'operação'; e cita agentes públicos e empreiteiros



A denúncia feita pelo Ministério Público Estadual contra o empresário Alan Malouf aponta que o esquema de fraudes em licitações para obras na Secretaria de Educação do Estado (Seduc) era formado por quatro núcleos.

A acusação é derivada da Operação Grão Vizir, que prendeu o empresário, dono do Buffet Leila Malouf, e que também envolve o engenheiro eletricista Edézio Ferreira da Silva.

Conforme o Ministério Público Estadual, Malouf integrava o “núcleo da liderança”, do qual também fazia parte o ex-secretário de Educação, Permínio Pinto.

Cabia a eles a formulação, aprovação e a implementação de esquemas criminosos, dentro da Seduc.

Na denúncia, o MPE afirma que Alan Malouf e Permínio Pinto ficavam com a maior parte da propina, cobrada dos empreiteiros pelo delator da Operação Rêmora, o empresário Giovani Guizardi.

O órgão destaca que Malouf e Permínio aproveitavam do poder político que tinham para se manterem no topo da organização criminosa.

Alan Malouf foi denunciado por integrar organização criminosa e de ter praticado corrupção passiva por 19 vezes. 

Edézio Ferreira foi denunciado por integrar a organização que fraudava licitações da Seduc.

Foi ele quem alugou uma sala para as reuniões de Giovani Guizardi com empresários que participavam do esquema, Avenida Miguel Sutil.

Agentes públicos

O segundo núcleo, na hierarquia do esquema, era formado por agentes públicos, que integravam o quadro de servidores da Seduc.

O grupo era composto por Wander Luiz dos Reis, Fábio Frigeri, Moisés Dias da Silva e Juliano Jorge Haddad.

O Ministério Público não descarta que outros servidores da Seduc e, até mesmo, de outras secretarias possam ter participado do sistema.

Aos agentes públicos, cabia o papel de facilitar o acesso de empreiteiros aos contratos da Seduc, repassando informações sobre editais de licitação, além de interferir nos certames, garantindo que os empresários ligados ao esquema se sagrassem vencedores.

Segundo o MPE, o núcleo era liderado por Permínio Pinto.

Operação

O delator Giovani Guizardi era o "gerente" do núcleo de operação da organização criminosa. Com ele atuavam os empresários Luiz Fernando da Costa Rondon (delator do esquema) e Leonardo Guimarães Rodrigues.

A denúncia do MPE afirma que Guizardi agia em nome dos agentes públicos e dos membros do núcleo de liderança, com a finalidade de estes não aparecessem nas ações criminosas.

Cabia a Luiz Fernando Rondon e Leonardo Guimarães o papel de "negociar"  em nome das empreiteiras, com o núcleo de agentes políticos.

Empreiteiros

A organização criminosa ainda contava com a atuação do núcleo dos empreiteiros.

Cabia a Luiz Fernando Rondon e Leonardo Guimarães o papel de "negociar"  em nome das empreiteiras, com o núcleo de agentes políticos.

Também faziam parte do grupo: Moisés Feltrin, Joel de Barros Fagundes Filho, Esper Haddad Neto, José Eduardo Nascimento da Silva, Luiz Carlos Loris, Celso Cunha Ferraz, Clarice Maria da Rocha, Eder Alberto Francisco Meciano, Dilermano Sérgio Chaves, Flávio Geraldo de Azevedo, Júlio Hirochi Yamamoto Filho, Sylvio Piva, Mário Lourenço Salem, Leonardo Botelho Leite, Benedito Sérgio Assunção Santos e Alexandre da Costa Rondon.

Segundo a denúncia, estes eram os maiores  “beneficiários do esquema criminoso”.

Desde a deflagração da Operação Rêmora,  22 réus já respondem à ação penal na Vara Contra o Crime Organizado da Capital.

Reprodução

ornanograma remora

Organograma da organização criminosa

 

 

 











(1) COMENTÁRIOS

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Cpa  20.12.16 16h46
MPE diz que o Perminio e Alan chefia grupo criminoso , mas a justiça liberou um criminoso.o Perminio .isso é o Brasil.A delação dele não entregou ninguém. Tem mais gente e si apertar. Ou o MPE e a favor da soltura desse criminoso.

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