20.12.2016 | 09h25


EFEITO DELAÇÃO

Ex-servidor da Seduc deixa presídio e vai usar tornozeleira eletrônica



O engenheiro civil Fábio Frigeri, ex-servidor da Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) e réu na ação penal oriunda da Operação Rêmora, que apura fraudes em licitações da pasta, deixou o Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) por volta das 21h de segunda-feira (19). 

Ele obteve revogação da prisão preventiva, concedida pela juíza Selma Arruda, da 7ª Vara Criminal. No entanto, vai ter que submeter a medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. A informação é da advogada do ex-servidor, Michelle Marie de Souza. 

Fábio Frigeri é apontado pelo Gaeco como membro do "núcleo de servidores" da organização criminosa formada para exigir propinas de empreiteiros. Segundo delação do empreiteiro Giovani Guizardi, caso não se submetessem às exigências do grupo, os empresários do ramo de construção que já mantinham contratos com a Seduc ficariam com pagamentos de medições “emperrados”. 

O engenheiro também foi citado como responsável por indicar os empreiteiros ao operador do esquema, Giovani Guizardi, que firmou acordo de colaboração premiada com o Gaeco. Em audiência na última sexta-feira (16), Frigeri negou as acusações, mas apontou condutas do ex-secretário Permínio Pinto e Guizardi, que dizia ser representante do grupo político do governador Pedro Taques (PSDB) (Leia AQUI).











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