20.12.2016 | 08h14


MÁFIA NA SEDUC

Dono de buffet diz que empreiteiro chefiava esquema e que Taques operou Caixa 2

Em depoimento ao Gaeco, o empresário afirmou que apenas aceitou fazer parte do esquema que era comandado por Guizardi



Em depoimento ao Gaeco, o empresário Alan Malouf, apontado como um dos líderes do esquema de fraudes a licitações da Secretaria de Educação (Seduc), passou toda responsabilidade das ações criminosas para o empresário Giovani Guizardi, que é delator da Operação Rêmora.

Apesar de ser apontado como o idealizador do sistema criminoso, Malouf afirmou que era Guizardi quem fazia todas as operações de arrecadação, cobrança e distribuição de propinas.

Alan Malouf afirma que foi Guizardi quem pediu que ele o apresentasse ao ex-secretário de Educação Permínio Pinto. O encontro, segundo ele, teria ocorrido no Buffet Leila Malouf, onde o delator teria pedido ao ex-secretário, que pudesse participar do projeto “Escola Legal”, que acabou não sendo desenvolvido. O pedido teria sido baseado no fato de que Guizardi teria doado R$ 200 mil à campanha do governador Pedro Taques (PSDB).

O empresário sustenta que esta teria sido sua única participação no esquema, até que Guizardi o procurou relatando o plano de por o sistema criminoso em ação.

Malouf diz que inicialmente se recusou a participar do esquema, mas depois, quando o esquema já estava em ação, passou a fazer parte, mas deixando que Guizardi gerenciasse as ações criminosas.

Ao Gaeco, o empresário declarou ainda que a campanha do governador Pedro Taques teria sido abastecida com dinheiro de “caixa dois”. Esse ponto foi rebatido pelo Governo como declaração sórdida e mentirosa para tentar incriminar o governador e desviar a atenção dos fatos da investigação.

Confira a íntegra da nota do Governo do Estado:

"Acerca do depoimento do investigado na Operação Rêmora, Alan Malouf, ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e Naco (Núcleo de Ações de Competências Originárias) do Ministério Público de Mato Grosso, no último dia 16, e divulgado à imprensa nesta segunda-feira (19.12), o Governo de Mato Grosso vem a público esclarecer o que segue:

01) O governador Pedro Taques e o secretário da Casa Civil, Paulo Taques negam enfaticamente as afirmações levianas e absurdas do investigado Alan Malouf sobre a fantasiosa existência de valores não contabilizados (o chamado “caixa dois”) na campanha de 2014, e reiteram que todas as movimentações financeiras do referido pleito eleitoral encontram-se devidamente registradas na Prestação de Contas do PDT, partido pelo qual Pedro Taques disputou àquelas eleições - inclusive as despesas ainda não pagas – sendo que a prestação de contas da campanha foi aprovada sem ressalvas pela Justiça Eleitoral.

02) O governador e o secretário afirmam, ainda, que Alan Malouf jamais exerceu qualquer cargo ou delegação na arrecadação de fundos eleitorais, e que todas as doações, de pessoas físicas ou jurídicas (na época, permitidas) foram devidamente registradas. Portanto, caso haja qualquer valor que eventualmente tenha sido movimento pelo investigado e que não esteja contabilizado, não foi utilizado na campanha, cabendo apenas e tão somente ao investigado esclarecer origem e destino dos valores por ele mencionados.

03) O governador e o secretário classificam as declarações do investigando como uma tentativa sórdida e mentirosa de envolvê-los em ações criminosas das quais jamais tiveram conhecimento, tampouco delas deram ordem ou participaram. Lamentam, ainda, que o investigado tente envolvê-los nos atos ilegais, contrariando todos os demais depoimentos já prestados nessa investigação - com o claro propósito de desviar o foco das acusações que pesam contra si -, e informam que constituirão advogados para atuar no processo judicial e garantir que a verdade prevaleça. E a verdade é uma só: Pedro Taques tem uma vida de luta contra a corrupção e os corruptos, já tento enfrentado e desmantelado inúmeras quadrilhas que agiam no Estado e no país, e jamais compactuaria com qualquer ato ilegal, especialmente relacionado a desvios de recursos públicos.

04) Por fim, o Governo do Estado esclarece que, embora o investigado tenha mantido relacionamento social com Pedro Taques, suas empresas jamais venceram qualquer licitação ou contrato na administração estadual a partir de 01 de janeiro de 2015, uma vez que o governador, por estrita obediência às leis, nunca interferiu e jamais interferirá em qualquer processo de aquisição ou licitação no âmbito do Governo do Estado ou em qualquer outro Governo.

Cuiabá-MT, 19 de dezembro de 2016. GCOM











(1) COMENTÁRIOS

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Einsten Mobral Ignóbil  20.12.16 09h49
Acho que a casa de alguém está capengando

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