Cuiabá, 19 de Fevereiro de 2017

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24.12.2016 | 14h00
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JUDICIÁRIO / PRESO POR CORRUPÇÃO

Chico Lima é investigado por improbidade e responde processo na PGE

Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o "Chico Lima", responde a ações penais por corrupção durante a gestão de Silval Barbosa


DA REDAÇÃO

Divulgação

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Ex-procurador Geral do Estado, Chico Lima, que está preso, é investigado por improbidade na PGE

Réu em diversas ações criminais que tratam de corrupção na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), decorrentes das operações Sodoma e Seven, o ex-procurador geral do Estado, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o "Chico Lima", agora é alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), na Procuradoria Geral do Estado (PGE).

O ex-procurador é acusado de improbidade administrativa, mas a PGE não especificou o tipo de irregularidade que levou à abertura do procedimento interno.

A Portaria nº 41, que instaura o processo, foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) de quinta-feira (22).

Chico Lima é servidor inativo desde o fim da gestão passada, e já responde a um processo interno, por conta de “condutas que teria praticado quando em atividade”, segundo o documento.

A comissão processante que vai apurar os fatos e irregularidades cometidas por Chico Lima é composta pela procuradora e corregedora-geral do Estado, Flávia Beatriz Corrêa da Costa, e pelos procuradores Adérzio Ramirez de Mesquita e Aíssa Karin Ghering.

Corrupção

Chico Lima responde, atualmente, a cinco processos criminais na 7ª Vara Criminal de Cuiabá, decorrentes de fases da Operação Sodoma, deflagradas pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz).

A ação policial investiga crimes de cobrança de propina, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, organização criminosa, entre outros, na concessão de benefícios fiscais e também na desapropriação do bairro Jardim Liberdade, em Cuiabá.

Além disso, ele também responde a duas ações penais relativas à Operação Seven, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

O órgão do Ministério Público Estadual investiga fraudes e desvio de R$ 7 milhões na desapropriação de uma área na região do Manso, adquirida pelo Estado para compor o Parque Estadual Águas do Cuiabá.

Até setembro, Chico Lima estava morando no Rio de Janeiro e respondendo aos processos em liberdade condicional, com uso de tornozeleira eletrônica.

No entanto, com a deflagração da terceira fase da Operação Sodoma, foi trazido de volta para Cuiabá e está preso no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), no bairro Carumbé. 

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