20.12.2016 | 21h30


CORRUPÇÃO EM MT

Chefe do Gaeco afirma que investiga 'sultão' e esquemas em secretarias do Estado

Marco Aurélio de Castro afirma que Gaeco pode deflagrar novas operações visando outras secretarias e 'chefe' do esquema da Seduc


DA REDAÇÃO

O promotor de Justiça, Marco Aurélio Castro, coordenador do Grupo de Atuação Especializado no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), afirmou em entrevista ao programa O Livre, na noite desta terça-feira (20), que o grupo apura esquemas de corrupção em outras pastas do Governo do Estado, Além da Secretaria de Educação e afirmou que a Operação Grão Vizir tem essa denominação porque há um 'sultão' investigado.

"Esse Grão Vizir é o subalterno e sabemos que existe um sultão maior”, declarou o coordenador do Gaeco.

"Esse Grão Vizir é o subalterno e sabemos que existe um sultão maior”, declarou.

Na entrevista transmitida pela TV Cidade Verde (Band Mato Grosso), Marco Aurélio ressalta que esse 'sultão' seria quem comanda uma rede de esquemas de fraudes realizadas no poder público.

"Esse Grão Vizir é o subalterno e sabemos que existe um sultão maior”, declarou.

Castro argumentou que o sistema de lobby para que contratos valorosos do Estado sejam desviados, assim como detectado pela Operação Rêmora na Seduc, é prática recorrente em outras pastas, mas que na maioria dos casos já é de conhecimento do Gaeco.

Marco Aurélio já adiantou à imprensa que novas operações podem ser deflagradas no decorrer das investigações.  

O promotor ainda disse que quando as investigações, sobre as fraudes em licitações da Seduc, tiveram início foi necessário “deixar fluir” até que os empresários e agentes públicos envolvidos fossem pegos em flagrante, assim como ocorreu. O objetivo era não deixar dúvidas de que atos ilícitos estavam sendo praticados.

“Nós tivemos a informação de que havia um grupo de empresários que pagava para ter esses contratos. A partir disso, nós tivemos que aguardar para ver se confirmava que quem realmente pagou iria vencer e nesse caso 90% dos que pagaram venceram. Depois disso não tivemos dúvidas e só tivemos que deixar as obras andar para saber se confirmava os pagamentos dos contratos”, disse.    

Na Seduc, por exemplo, as fraudes poderiam ter alcançado a marca de R$ 56 milhões, valor total das obras de reforma, ampliação e construção de escolas no Estado, que foram direcionadas a empresários que pagavam altas taxas de propinas.

O empreiteiro Giovani Guizardi, que é delator da Operação Rêmora, afirmou à Justiça que a organização criminosa lucrou ao menos R$1,2 milhão com a cobrança de propina dos empresários para que estes fossem vencedores das licitações.

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(2) COMENTÁRIOS

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Revoltado   20.12.16 23h17
Vai na SEJUDH Olha quantos ficaram ricos as custas dos mercados e dos mensalinhos aos que tem super super poderes de arapongagem

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Cramulhao   20.12.16 22h26
As borboletas se encontrarão No fundo de uma prisão? Se odiarão.

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