10.06.2019 | 07h00


REDE ESTADUAL

Servidores da Educação decidem nesta segunda se a greve continua

A assembleia-geral da categoria está marcada para as 14 horas na Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá.


DA REDAÇÃO

O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) marcou para esta segunda-feira (10) a assembleia-geral da categoria para analisar o ofício apresentado pelo Governo Mauro Mendes (DEM), na última terça-feira (04), para explicar as razões pelas quais o Estado está impedido, legalmente, de conceder aumento salarial aos educadores.

O encontro está marcado para as 14 horas na Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá.

“O que encerra greve é proposta e o documento não traz nenhuma. Agora, qual é a perspectiva de encerrar uma greve sem proposta?”, disse Valdeir Pereira.

É importante lembrar que o documento apresentado pelo Palácio Paiaguás não agradou nada a classe. Nele, o Executivo estadual argumenta que é essencial que os gastos com pessoal retorne para o limite estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que é de 49%, mas atualmente o rombo ultrapassa os 60%.

Além disso, a concessão do reajuste a folha salarial deve onerar o Estado em mais R$ 200 milhões, já que teria que cumprir também com o mesmo pedido de mais dois grupos de servidores lotados na Secretaria de Fazenda (Sefaz) e Meio Ambiente (Sema), que exigem 5,5% e 4%, respectivamente.

Conforme publicou o , o presidente do Sintep-MT, Valdeir Pereira, avaliou que resposta do Governo em relação à paralisação não trouxe nada de novo e sequer cita o cumprimento da Lei 510/2013; calendário da melhoria da infraestrutura das unidades escolares; convocação do concurso público e cumprimento do artigo 245, que determina que sobre isenções e renúncias fiscais deva ser assegurado o percentual da Educação, ponto principal da paralisação.

“O que encerra greve é proposta e o documento não traz nenhuma. Agora, qual é a perspectiva de encerrar uma greve sem proposta?”, disse Valdeir Pereira.

No entanto, destacou que a categoria irá definir a continuidade ou não da manifestação.

Os servidores da Educação estão paralisados desde o último dia 27. Eles exigem que o governador Mauro Mendes (DEM) conceda o reajuste de 7,69% em ganho real, que foi aprovado na gestão do ex-governador Silval Barbosa.











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