22.01.2015 | 18h30


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Risco maior na Arena Pantanal é de curto-circuito e de teto cair na cabeça das pessoas

Nesta quarta-feira (21), a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, a pedido do Governo do Estado, vistoriaram a arena novamente; a arena está interditada para grandes eventos


MÁRCIA MATOS

A interdição parcial da Arena Pantanal foi uma medida tomada para evitar principalmente curto circuito em dia de jogo. Um apagão poderia causar diversos problemas, desde elétricos até tumulto e correria. Além disso, há preocupação com o risco de escorregamento e com pedaços forros que podem cair na cabeça das pessoas.

Foi o que disse o secretário Gustavo Oliveira, do Gabinete de Gestão Estratégica, em entrevista coletiva à imprensa, na tarde desta quinta-feira (22). O Repórter MT acompanhou a coletiva e o tour pela Arena, para verificação no local dos problemas detectados e que motivaram a medida temporária.

“Quando nós assumimos o governo, a auditoria geral do estado apresentou um relatório com diversos problemas na Arena Pantanal. Estivemos aqui no dia 3 de janeiro, fizemos uma primeira inspeção e, corrigidos alguns desses problemas, acreditávamos que o estádio já estava pronto para receber os jogos. Aí aconteceram algumas chuvas severas, ao longo desses dias, que trouxeram alguns problemas principalmente de inundação e de goteira em algumas áreas do estádio, a saber inundação em uma das subestações embaixo e goteiras na subestação ao lado do restaurante”, detalhou o secretário.

Nesta quarta-feira (21), a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, a pedido do Governo do Estado, vistoriaram a arena novamente, para estabelecer, além desses pontos apontados pela auditoria e outros que apareceram ao longo do tempo, quais seriam as exigências para que o estádio pudesse sediar a abertura do campeonato estadual, dia 1 de fevereiro, sem riscos aos usuários.

A Federação Mato-grossense de Futebol está ciente da situação e, conforme o secretário, tem se empenhado em ajudar. Segundo ele, a Federação indicou equipe técnica especializada para fazer a recuperação do gramado, que também não está em boas condições.

“No dia 3 de janeiro era impossível a realização do campeonato na arena, mas hoje acredito que é muito mais possível de acontecer”, diz o secretário. Se não passasse por esses reparos, segundo ele, o espaço não estaria pronto principalmente para receber grandes jogos.

Os reparos são pagos pelo governo, a federação e alguns fornecedores que estão sendo chamados para assumir essa urgência.

CONSTRUTORA

O Governo do Estado fez uma segunda vistoria na tarde desta quinta-feira (22) na Arena Pantanal  junto com a construtora Mendes Júnior, responsável pela obra, orçada em R$ 640 milhões e que ainda não está

Os reparos são pagos pelo governo, a federação e alguns fornecedores que estão sendo chamados para assumir essa urgência

conclusa. A empresa agora solicita mais R$ 70 milhões, que teriam sido negociados junto ao governo anterior, mas não foram pagos ainda.

“A empresa não se furta de resolver os problemas de qualidade e de construção. Mas existem problemas de projeto, que não são dela, e que precisam ser resolvidos. Como a drenagem de água no subsolo. Precisamos de solução para isso”, destaca o secretário.

Sobre o valor reivindicado, o secretário diz que a auditória é que vai indicar se há essa necessidade. “A auditoria está se empenhando em bater esses valores, para que a gente possa determinar se eles têm mesmo a receber, qual o montante e então poderemos negociar o cronograma de pagamento desses valores e de conclusão da obra. Mas não vamos pagar sem a confirmação da auditoria”.

Os 70 milhões seriam oriundos de recursos dos governos estadual e federal.

Após a interdição e a resolução dos problemas, a Arena será, possivelmente aberta, se tudo der certo, para sediar o campeonato estadual. “Isso ainda não está garantido. Vai depender do andamento dos trabalhos”, observa o secretário.  Quando o campeonato terminar, em maio, a obra volta à Mendes Júnior e deverá ser novamente fechada para conclusão dos trabalhos.

Sobre a concessão da Arena, o secretário disse que só pode falar nisso, quando a obra estiver pronta e acabada.

O secretário disse ainda que será feito um outro projeto de revitalização do entorno do estádio. “A população acabou abraçando a arena, deu uma outra função a ela e vamos cuidar de valorizar isso”.

Sobre a punição dos responsáveis pelos problemas no estádio, um dos mais caros da Copa, secretário garantiu, que uma vez identificados, todos vão responder pelas falhas.

Oliveira assegurou que a Arena não tem problemas estruturais grandes na parte da engenharia civil, que possam levar a um desabamento.

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Além da água empossada, lixo também se acumula próximo da rede elétrica

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Água da chuva chega a cobrir equipamentos elétricos

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Rede elétrica fica em contato com a água; risco de curto-circuito é grande

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Água da chuva empossa em vários lugares da arena.

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Teto próximo às lanchonetes e banheiros estão caindo.

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Teto dos camarotes estão caindo

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 Arena seguirá interditada para grandes eventos até que irregularidades sejam sanadas

 

 

 











(1) COMENTÁRIOS

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Guilherme  23.01.15 09h20
Ué, cadê os responsáveis pelas empresas q faturaram milhóes, alias mais de 100 milhões que fez a parte elétrica que é ligada a dois deputados que um perdeu e o outro continua, empresa sem competencia lá de VG ? morreu até funcionário por falta de treinamento e equipamentos de proteção individual...nisso ninguem fala...

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