12.02.2019 | 07h40


PARALISAÇÃO GERAL

Protesto contra o Governo Mauro deve reunir mais de três mil servidores em Cuiabá

Trabalhadores protestam, na manhã desta terça-feira, contra a falta de pagamento da RGA, atrasos salariais e o possível aumento da contribuição previdenciária.


DA REDAÇÃO

Cerca de três mil manifestantes são esperados para o movimento de “paralisação geral”, por 24 horas, dos servidores do Estado - que ocorre a partir das 8h desta terça-feira (12). O protesto é para exigir isonomia entre os poderes, o não parcelamento do 13° salário, o pagamento de salários até o dia 10 de cada mês, a concessão da Revisão Geral Anual (RGA) e o não aumento da contribuição previdenciária do funcionalismo público de 11% para 14%.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Profissionais da Área Instrumental do Governo (Sinpaig), Edmundo César, aproximadamente 20 sindicatos já aderiram ao movimento, que congrega professores, trabalhadores do setor econômico e social, agentes prisionais do sistema sócio educativo, servidores do Procon, do Meio Ambiente e da Polícia Civil. Os professores devem ser a maioria durante a paralisação.

O ano letivo na rede estadual de ensino começou na segunda-feira (11), mas uma greve da categoria pode ser deflagrada a qualquer momento, já que os profissionais deliberaram pelo “estado de greve” durante assembleia geral no último dia 04. 

Edmundo explica que durante o ato os servidores vão se concentrar em rodas de conversas desde as 8h, na Praça do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso, que fica na Rua Engenheiro Edgard Prado Arze, nas proximidades do Shopping Pantanal, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA).

A partir das 14h, os manifestantes seguem em passeata acompanhados por um carro de som para o Centro Político Administrativo (CPA) de Cuiabá, onde farão um “tour”, pelas Secretaria de Fazenda (Sefaz), Casa Civil até chegarem à Assembleia Legislativa (AL), o ponto final do protesto.

A paralisação geral é uma reação ao pacote anticrise aprovado pelos deputados e sancionado pelo governador Mauro Mendes (DEM), que determina a concessão da RGA apenas com dinheiro em caixa; Reforma Administrativa com extinção de secretarias e três mil cargos comissionados; Lei de Responsabilidade Fiscal do Estado (LFR); e o aumento da alíquota de contribuição da Previdência Social dos servidores de Mato Grosso, o MT-PREV.

O Governo argumenta ainda que o Estado apresenta um rombo nas contas públicas de R$ 3,9 bilhões em dívidas e restos a pagar. 

Já o Fórum Sindical – entidade que congrega vários sindicatos do Estado – entende que as medidas austeras atacam frontalmente os direitos dos servidores públicos estaduais, além de não resolver efetivamente a crise financeira.

Leia mais 

Deputados adiam sessão para esta quarta; Servidores dormem na Assembleia 

 

 











(1) COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

Eduardo Alvarenga  12.02.19 10h58
Teria que reduzir o salário de todos os servidores, principalmente daqueles que ganham salários incompatíveis com a iniciativa privada. Os únicos que não deve ser alterado deveria ser dos Policiais e Professores, o restante e somente pedir demissão e montar um negocio próprio para ver a realidade. Quem sustenta essa maquina somos nos do iniciativa privada, que tudo que vamos produzir, o governo vem nos prejudicar com tributos excessivos para custear gente que se acham muito. Sei que não são todos, mas principalmente esses envolvidos com sindicato. Sindicato conheço por dentro, já fiz serviço para esse pessoal e acompanhei muitas conversas que davam vergonha, isso em 2006, ai resolvi parar de atender sindicato.

Responder

1
4
Matéria(s) relacionada(s):

INFORME PUBLICITÁRIO

TV REPÓRTER