14.05.2018 | 17h52


BISTURI FATAL

Mulher que morreu após plástica pagava plano de 'cirurgias baratas'

A vítima teria pago R$ 50 para entrar no programa e outros R$ 50 para fazer a consulta médica. A mulher participava de um grupo de WhatsApp e Facebook que consegue cirurgias plásticas com preços mais acessíveis.


DA REDAÇÃO

A esteticista Daniele Bueno, de 33 anos, que morreu em decorrência de complicações pós-cirúrgicas, depois de passar por uma cirurgia plástica pelo programa “Plástica para Todos”.

"Depois que ouvirmos familiares, médicos e envolvidos nos procedimentos, vamos determinar a linha de investigação e a cargo de quem deverá ficar o inquérito", explicou a delegada.

A delegada Juliana Palhares, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), falou ao que recebeu alguns documentos e que o laudo de necropsia ainda não está pronto. Após concluir as oitivas, ela vai definir se as investigações ficarão por conta da DHPP ou seguem para outra delegacia.

"Depois que ouvirmos familiares, médicos e envolvidos nos procedimentos, vamos determinar a linha de investigação e a cargo de quem deverá ficar o inquérito", explicou a delegada.

De acordo com a Polícia Civil, a vítima teria pago R$ 50 para entrar no programa e outros R$ 50 para fazer a consulta médica. A mulher participava de um grupo de WhatsApp e Facebook que consegue cirurgias plásticas com preços mais acessíveis.

Conforme o boletim de ocorrência, os familiares relataram que Daniele pagou R$ 7 mil para fazer mamoplastia redutora e lipoescultura.

Após as cirurgias realizadas nas dependências do Hospital Militar, no dia último dia 9, a vítima apresentou complicações e foi internada.

A mulher sofreu uma parada cardíaca e foi transferida para o Hospital Sotrauma, já que no Hospital Militar não há Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Na tarde de domingo (13) a paciente sofreu sucessivas paradas cardíacas e morreu.

Em nota, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) afirmou que preza por critérios de execução, em cirurgias plásticas, que maximizem a segurança do paciente.

Leia a nota da SBCP na íntegra:

NOTA A IMPRENSA
"Considerando o lamentável incidente em procedimento cirúrgico envolvendo a Sra. D.B., ocorrido, segundo informações veiculadas na imprensa, em 14/05/2018, em Cuiabá-MT, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Mato Grosso, manifesta-se com o que segue:

Solidarizamo-nos com a família enlutada.

O entendimento e orientação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) é pelo fiel cumprimento de normas e critérios científicos que maximizem a segurança do paciente. Reiteradamente a SBCP alerta a população para o risco da atuação de agentes intermediadores, em mídias sociais, e/ou planos financeiros para realização de cirurgias plásticas, fazendo de pacientes objetos de mercância, no interesse vil em detrimento de qualidade e segurança.

Entretanto, a análise da conduta profissional, dos fenômenos orgânicos da paciente, somados às condições estruturais na realização do procedimento elencado, é que trarão uma razão de juízo acerca de causas e efeitos de cada caso concreto. Para tanto, órgãos e autoridades oficiais, são investidos de poderes na emissão de pareceres técnicos fundamentados.
Tem-se por óbvio que qualquer pré-julgamento acerca de fatos não comprovados, se trata de mera especulação e exploração sensacionalista de um momento delicado como tal.
Não obstante, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, aguarda o pronunciamento conclusivo dos órgãos oficiais acerca dos fatos, para que possa se manifestar tecnicamente sobre o ocorrido e, agir no âmbito de suas funções.
Cuiabá, 14 de maio de 2018."

Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Mato Grosso

 

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