12.03.2018 | 07h00


EMPRESA CONTESTA

MP investiga coliformes fecais em garrafões da Água Mineral Finíssima

As bactérias foram localizadas em dois vasilhames de 20 litros. O Ministério Público abriu inquérito civil para investigar o caso.


DA REDAÇÃO

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE) abriu um inquérito civil para apurar irregularidades na comercialização da Água Mineral Finíssima. Conforme o MP, foram localizadas, em dois garrafões de 20 litros, bactérias que causam infecções urinárias e no intestino.

A empresa nega a contaminação e afirma ter os laudos de análises que comprovam a qualidade do produto. Veja documentos abaixo.

O inquérito foi instaurado pelo promotor de Justiça Ezequiel Borges de Campos, no dia (2) de março. Segundo a portaria, a empresa Engarrafadora de Água das Palmeiras Ltda., responsável pela marca, passa a ser investigada.

Ao consultar o CNPJ da empresa na internet, foi verificado que a engarrafadora está instalada na MT-458, em Santo Antônio do Leverger. A marca Finíssima é comercializada em diversos municípios do Estado.

Conforme o órgão ministerial, foi constatada a presença do micro-organismos patogênicos “coliformes e/ou escherichia coli”. Conforme o site Brasil Escola, a bactéria é originária de fezes humanas e de animais de sangue quente.

Ao ser ingerida, a bactéria provoca doenças como infecções urinárias, diarréia, colite hemorrágica e síndrome hemolítico-urêmica. A presença da bactéria também usada para medir o nível de impureza da água.

“A presença microbiana constatada em dois vasilhames de 20L do lote nº 3514, conforme laudos de análise 1.1P.0/2018 do LACEN-MT, além de se opor aos padrões microbiológicos estabelecidos na legislação sanitária (RDC nº 275/2005 – ANVISA) sugere a inserção de produto impróprio no mercado de consumo, o que contraria disposições da Lei federal nº 8.078/90 – Código de Proteção e Defesa do Consumidor”, diz trecho a portaria do MP.

A investigação busca confirmar se a Água Finíssima está sendo comercializada fora dos padrões estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por ser considerada imprópria para o consumo.

Um ofício foi encaminhado para a Superintendência de Vigilância em Saúde da (SES-MT), para que a situação seja averiguada com urgência.

Outro lado

Em contato com o , o empresário Zenildo Moya, proprietário da Engarrafadora de Água das Palmeiras Ltda, afirmou que a empresa realiza todas as análises laboratoriais necessárias e possui Alvará Sanitário, emitido pela Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde do Estado (SES), que atesta a qualidade da água.

Zenildo declarou que a denúncia não condiz com o padrão de qualidade do produto e informou que a empresa, durante 15 dias, a partir desta segunda-feira (12), irá submeter os galões de água a análises laboratoriais para comprovar que não há contaminação.

 

À reportagem, a empresa argumentou que não foi informada pela Vigilância Sanitária, Lacen, nem Ministério Público sobre o laudo referente à portaria. O lote citado será enviado para nova análise.











(2) COMENTÁRIOS

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Thiago  12.03.18 11h30
MP poderia é investigar açougue, conheço uns ai que o açougueiro corta a carne, pega no dinheiro, telefone, nas mãos do cliente e volta ao corte da carne sem lavar as mãos ou usar luvas. Absurdo...

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Ricardo  12.03.18 21h01
Então porque não denunciou????

Responder

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henrique Beltão  12.03.18 09h34
henrique Beltão, seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas

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