27.04.2019 | 13h05


INTERNADA NA UPA

Menina de 1 ano morre à espera de UTI no Hospital Regional

Isis Emanuelly estava internada na UPA de Sinop à espera de transferência para o hospital do Estado desde quinta-feira. Sem conseguir a vaga, neste sábado, não resistiu e morreu.



Isis Emanuelly Cardoso, de apenas 1 ano, morreu na manhã deste sábado (27), após esperar por mais de 48 horas uma vaga numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica em Mato Grosso.

A criança estava internada desde a última quinta-feira (25) na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sinop (500 km de Cuiabá) com tosse, problemas respiratórios e febre. No entanto, segundo a Defensoria Pública, o quadro clínico agravou nas últimas horas e Isis Emanuelly chegou a ser intubada. A suspeita é de que ela estivesse com pneumonia.

O defensor público Gustavo Dias, que atendeu o caso chegou a distribuir uma ação judicial para obrigar o Estado a conseguir uma vaga na UTI Pediátrica, porém, mesmo após decisão favorável não houve tempo por falta de vaga no Hospital Regional de Sinop.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) afirmou que “reconhece que há déficit de leitos de Unidade de Terapia Intensiva em Mato Grosso, não somente na rede do Sistema Único de Saúde (SUS), como também na rede de saúde particular, sendo esse um problema nacional e não específico apenas de Mato Grosso”.

“A paciente em questão foi regulada à Central de Regulação na última sexta-feira (26), às 16h15, vindo a óbito com menos de 24h de espera por um leito de UTI Pediátrica. O órgão estadual ainda enfatiza que trabalhou na busca pela viabilização de uma vaga de UTI, da mesma forma que está empenhada na resolução de outros casos em Mato Grosso”, acrescentou a SES.

Outro caso

Esse é o segundo caso de morte por falta de UTI em três dias em Sinop.  Na terça-feira (23), a recém-nascida indígena Milena Kaiabi morreu após esperar por 15 dias a transferência para um leito de UTI neonatal na rede pública. Ela estava com suspeita de meningite.

A Defensoria tentou realizar a transferência por meio de ação judicial, mas enfrentou questões da burocracia, além de falhas na comunicação com o Poder Executivo.

Milena é da etnia Kaiabi, aldeia localizada no Parque Nacional do Xingu.

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