15.04.2018 | 17h22


FUGIU SEM PRESTAR SOCORRO

Juíza aponta personalidade criminosa e mantém prisão de médica que matou verdureiro

Para a juíza plantonista Renata do Carmo Evaristo Parreira, da 9ª Vara Criminal de Cuiabá, o fato de ser médica, Letícia Bortolini tinha o dever de prestar atendimento à vítima.


DA REDAÇÃO

A juíza plantonista Renata do Carmo Evaristo Parreira, da 9ª Vara Criminal de Cuiabá, recusou pagamento de fiança e decretou a prisão preventiva da médica Letícia Bortolini, acusada de matar atropelado o vendedor de verduras Francisco Lúcio Maia, de 48 anos, e fugir sem prestar socorro na noite de sábado (14), na Avenida Miguel Sutil, no bairro Cidade Verde, em Cuiabá.

Apesar de terem fugido do local do acidente, a média e o marido dela, Aritony de Alencar, que também estava no carro, foram presos momento depois em um condomínio no bairro Jardim Itália, área nobre da Capital.

A decisão levou em consideração o fato de Letícia ser médica e ter fugido sem prestar socorro à vítima. O ato, segundo a juíza, demonstrou uma personalidade criminosa da acusada.

Superada a demonstração da materialidade e presentes os indícios de autoria, chega-se à inferência de que a ordem pública será abalada se a autuada for posta em liberdade, antes o modus operandi empregado na prática delitiva, onde demonstra, per si, a personalidade criminosa da ré, tenho que sua prisão deve ser decretada, com fim de assegurar a ordem pública”, diz trecho documento publicado pela magistrada.

Quando foi presa, segundo as policias Civil e Militar, Letícia aparentava sinais de embriaguez, no entanto, se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Em seguida, o casal foi encaminhado à Central de Flagrantes onde a médica foi autuada por omissão de socorro, lesão corporal, homicídio culposo e direção perigosa. Aritony de Alencar foi liberado, mas, também, poderá responder criminalmente por omissão de socorro.

A juíza alertou, ainda, que caso seja condenada, a médica poderá pegar mais de quatro anos de detenção.

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(3) COMENTÁRIOS

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Lucia  15.04.18 23h56
Parabéns Juíza. É disso que o Brasil precisa, justiça. As pessoas precisam aprender que a lei é para todos.

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Renato  15.04.18 21h05
Além de ser presa, deveria pagar pensão vitalícia para a família da vítima. Tem gente que só aprende quando mexe no bolso deles. As nossas leis são muitos fracas no que se refere a beber e dirigir embriagado. Quatro anos de prisão é pouco pelo estrago que essa assassina fez com a vitima e sua familia.

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Guga  15.04.18 17h41
Tem que ficar presa mesmo. Parabéns dra juíza

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